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domingo, 8 de janeiro de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: Guardai-vos da Avareza



Capítulo 16 de “O Evangelho Segundo o Espíritismo de Allan Karde” – Servir a Deus e a Mamon, item 3 – Guardai-vos da Avareza.

Nosso tema em reflexão examina uma Parábola de Jesus em que o Mestre inesquecível ensina que de nada nos serve a ganância de acumular tesouros materiais pois nada nos garante a sobrevivência física nos próximos minutos. 

A passagem registrada por Lucas em seu Evangelho (Lucas, 12:13-21) narra a história de um avarento produtor rural que colhendo em abundância, cuidou de armazenar, ampliando seus celeiros a fim de assegurar o usufruto egoísta de sua riqueza, passando o resto da vida a gozar dela. Jesus conta que, no entanto DEUS o chama de Néscio (tolo, idiota) pois que sua alma seria chamada á morte ainda naquela noite, deixando tudo para trás.

O ensinamento de  reveste de profundas ponderações. Lembremos  que nosso capítulo em estudo é NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MANON,  o que significa: É INCOMPATÍVEL A ESCRAVIDÃO ÀS RIQUEZAS DO MUNDO (Mamon) COM A VIDA ESPIRITUAL (servir a Deus).

Há quem pondere que ESTAMOS NO MUNDO E PRECISAMOS DE BENS MATERIAIS PARA VIVER. Afirmativa razoável e justa. Nenhum de nós na dimensão física da vida pode se subtrair sem graves consequências ao dever de trabalhar para sustentar o corpo, as necessidades do cotidiano... Porém não é o USO DO DINHEIRO E DA RIQUEZA que Jesus condena mas a AVAREZA, que escravisa o homem à riqueza.

Lembremos os dicionários: AVAREZA em boa sinonímia que dizer: mesquinhez, sovinice; qualidade de quem tem excessivo apego ao dinheiro, às riquezas; falta de generosidade.

Vejamos que os bons dicionários não se resumem a DEFINIR o termo, ainda indicam qual a FALTA ou CARÊNCIA de caráter que o causa: FALTA DE GENEROSIDADE.

Habitualmente aprendemos que DEVEMOS POUPAR PARA UMA EMERGÊNCIA, ECONOMIZAR PARA GARANTIR O FUTURO... quem assim pensa geralmente enfrenta os reveses desse pensamento: a emergência vem, em forma de doença, desastres financeiros ou outras adversidades desagradáveis EVOCADAS PELA ATITUDE AVARENTA.

Claro que não há nada errado em poupar para uma aquisição, um investimento ou uma meta a atingir. O que se recomenda aqui é NÃO DEIXAR DE SER BOM para ser sovina.

O vício de GARANTIR O FUTURO é uma crença mesquinha de que DEUS É POBRE! Crença de que A VIDA TRAPACEIA ou ainda de que OS BENS INFINITOS DO UNIVERSO VÃO ESCASSEAR. Isso não é verdade. O mesmo Deus que nos dá forças diárias para alcançarmos o que temos hoje é o mesmo ontem e será o mesmo amanhã.

 “Pois de que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e  perder a sua alma?” (Marcos 8:36) – Interroga-nos  Jesus. Quantos de nós estamos descuidando da própria alegria de viver abusando de nossas forças físicas em dois ou mais empregos apenas para TER, TER, TER... sem perceber que a SUA ALMA deseja SER antes de tudo, LIBRE do apego e feliz consigo mesmo pela alegria de fazer  o bem?

Quantos de nós vivemos atormentados pelo fantasma do desemprego, pelo medo do amanhã, pelo excessivo zelo com o dinheiro esquecendo que a VIDA nos confiou filhos e filhas para que cuidássemos e educássemos que precisam muito mais de EXEMPLOS E VIRTUDES do que objetos, roupas de marca ou status sociais.

Muito mais que um carro novo, sua alma deseja direção, muito mais que roupas impecáveis, seu espírito pede direção, muito mais que posição e prestígio, sua essência deseja ser humilde... Até quando permaneceremos cegos às necessidades de nossa ALMA IMORTAL para tão somente prestar atenção ás coisas passageiras que o “ladrão rouba e a traça rói”?

Somos avarentos com os outros guardando NOSSO RICO DINHEIRO como somos conosco mesmo, negligenciamos os BENS DO ESPÍRITO à nossa alma faminta, sedenta e desagasalhada de virtudes e cuidados.

Além da AVAREZA FINANCEIRA há outra muito séria que requer a nossa atenção, porque ela trabalha a fim de DESTRUIR A NOSSA FELICIDADE. Trata-se da AVAREZA ESPIRITUAL, daquela mesquinhez emocional que alimentamos, tratando nosso sentimentos da mesma maneira egoística que os avarentos cuidam do outro e dos bens.

Todos nós reconhecemos em nosso íntimo uma grande capacidade de amar, de espalhar o bem de de dar carinho. Avarentos porém, economizados essas virtudes... AFINAL E SE FALTAR AMANHÃ? Então elegemos um ou dois “grandes amores” do nosso coração para serem objetos de nosso “AMOR”...

AMOR está entre aspas no parágrafo anterior, não por acaso... Geralmente esse amor exclusivista que distribuímos é geralmente um SENTIMENTO DE POSSE disfarçado, escamoteamos ai nosso desejo de POSSUIR, CONTROLAR, MANDAR em pessoas que são livres.

Adulamos e mimamos nosso “afetos” a fim de garantirmos de que sejam dependentes emocionalmente de nós para que não deixem nosso celeiro de exclusividades...

Como pessoas avarentas emocionais atraem avarentos para sua convivência, você não será amado em plenitude e como desejaria, porque ambos estarão cuidando de seus DESEJOS EXCLUSIVISTAS na ânsia de guardar para a sim a fim de gozar indefinidamente...

A AVAREZA EMOCIONAL produz esse grande prejuízo para a alma: faz com que não recebamos o amor que desejamos e merecemos e colhemos tão somente artificialidades, hipocrisias, desatenção, traição e abandono em nossos relacionamentos afetivos.

ECONOMIZAR AMOR PRA QUE? Não nasce ele da fonte inesgotável de seu coração que quanto mais gosta mais é capaz de gostar? Não acredita? Então experimente!

Jesus anunciou que o seu jugo (a lei de amor) era um fardo leve exatamente porque AMAR é bom, dá prazer e alegria, plenifica a alma e alivia os fardos do egoísmo, da vaidade e do orgulho que nos sobrecarregam num jogo de escravidão às coisas transitórias e sem importância.

No episódio evangélico em estudo há uma frase do personagem avarento que diz: “Alma minha, tu tens muitos bens em depósito para largos anos: descansa, come, bebe, regala-te”. Quantos de nós estamos nesse quivoco do GOZO EGOÍSTA DAS PAIXÕES TRANSITÓRIAS, sem nos dar conta de que É IMPOSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO, como cantou o poeta...

Para usufruirmos da FELICIDADE PLENA, REAL E POSSÍVEL é necessário abandonarmos a postura de AVAREZA ESPIRITUAL e começarmos ainda hoje a distribuir os tesouros do nosso coração com todos ao nosso redor.

ISSO MESMO: TODOS! Não é só papai, mamãe, maridão e cachorrinho não! Temos que amar a TODOS OS FILHOS E FILHAS DE DEUS a fim de que também sejamos mais adiante amados por todos.

E ai acontece o milagre maravilhoso que a força da GENEROSIDADE sempre provoca: você entra na abundância do amor! Uma fase em que o amor que você mesmo dá já te nutre, plenifica e completa. Um estágio em que encontra satisfação e felicidade simplesmente porque é bom e generoso com os tesouros de seu Espírito.
E se DEUS ainda hoje nos disser que nossa alma será chamada à vida imortal esta noite, carregaremos para a outra dimensão os TESOUROS DO AMOR que são aqueles que Jesus disse que são acumulados nos céus, longe do ladrão, das traças e da ferrugem.

“Guardai-vos e acautelai-vos de toda avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui”. Ensinou o Mestre incomparável! Então de que CONSISTE A VIDA DE CADA UM? O Evangelhgo nos mostra claramente que para TER VIDA EM ABUNDÂNCIA nos basta amar a todos os nossos irmãos e irmãs, tratando-os como desejamos ser tratados.

A VIDA DE CADA UM consiste, pois no AMOR GENEROSO E FARTO que conseguimos espalhar, fazendo com que, à nossa passagem, marquemos um rastro de bondade para  os demais espíritos com que cruzarmos, servindo de exemplo e roteiro aos que ainda não sabem dar de si.

 


sábado, 7 de janeiro de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: Piedade filial

Capítulo 14 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec” – Honrar Pai e Mãe – itens 1 a 4 – Piedade filial.

 
Allan Kardec nos esclarece: “O mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”, é uma consequência da LEI GERAL DA CARIDADE E DO AMOR AO PRÓXIMO, porque não se pode amar ao próximo sem amar aos pais”

Podemos dizer que se os estranhos, amigos e conhecidos são O NOSSO PRÓXIMO os pais e parentes que nos compartilham o lar são em verdade O PROXIMO MAIS PRÓXIMO pois foram por DEUS situados ao lado dos nossos corações.

Se DEUS nos escolheu para sermos filhos exatamente desses pais, significa que temos deveres recíprocos uns para com os outros no campo do espírito.

Kardec esclarece porém outros aspectos do mandamento HONRAR PAI E MÃE: “...mas o imperativo HONRA implica um dever a mais para com eles: o da PIEDADE FILIAL. Deus quis demonstrar, assim, que ao amor é necessário juntar o respeito, a estima, a obediência e a condescendência...”

Pensamento lógico o de Kardec, para honrar não basta amar é preciso ainda mais que o próprio amor natural de filho... Precisamos agregar o respeito profundo, aquele que entende que PAI e MÃE não são seres infalíveis, mas aprendizes da vida como vocês e eu.

Não basta aquele amor de filho e filha que tem natural reverência aos que lhe colocaram no mundo. Estima e obediência também lhes são devidos sempre que justas as suas diretrizes ou enquanto não lhes entendamos os cuidados que nos parecem às vezes injustiças aos sonhos e direitos da mocidade...

Desses deveres resulta, conforme ensina Kardec que temos “a obrigação de cumprir para com eles, de maneira mais rigorosa, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo”.

Naturalmente, aqueles que estão velando ou velaram por nossa educação como se fossem nossos pais também são lembrados por Allan Kardec: “Esse dever se estende naturalmente às pessoas que se encontram no lugar dos pais, e cujo mérito é tanto maior, quanto o devotamento é para elas menos obrigatório...”

“Honrar ao pai e à mãe não é somente respeitá-los, mas também assisti-los nas suas necessidades; proporcionando-lhes o repouso na velhice; cercá-los de solicitude, como eles fizeram por nós na infância”.

“É sobretudo para com os pais sem recursos que se demonstra a verdadeira piedade filial.” ensina o codificador do Espiritismo, tendo em vista que na maioria das vezes a condição financeira que temos hoje muitas vezes se deve a sacrifícios que fizeram por nós no passado...

Sabemos que muitos negligenciam o DEVER DE CUIDAR DOS PAIS... Isso é digno de se lamentar... Kardec lembra que muitos dando apenas “o estritamente necessário para que não morram de fome, enquanto eles mesmos de nada se privam...” “Relegando-os aos piores cômodos da casa, apenas para não deixá-los na rua, e reservando para si mesmos os melhores aposentos, os mais confortáveis...” TRISTE E DURA REALIDADE...

Que não sejamos nós os que desamparam! Mesmo quando somos aqueles filhos que trazem marcas profundas de maus tratos e injustiças, traumas e cicatrizes da impiedade de nossos pais, por vezes severos e hostis... PERDOEMOS E AMPAREMOS.

Recordemos que se o ensinamento espírita da REENCARNAÇÃO explica muitas vezes a hostilidade de pais para com os filhos e vice-versa, não nos desobriga do dever de promover a RECONCILIAÇÃO com adversários do passado, caso os defrontemos embaixo do teto que chamamos de lar.

Muitas vezes os pais severos e repressores, violentos e violadores, que muitas vezes usam a surra a título de corrigenda mas que representam uma válvula de escape para sua agressividade descontrolada, são os mesmos inimigos que no passado sofreram de nós o mesmo tratamento e que não conseguiram sublimar seu DESEJO DE DESFORRA através da paternidade e da maternidade, e sucumbem à vingança, agredindo a prole.

Não cabe a nós condenar. Proteger a integridade da criança sempre, mas jamais condenar. Perdoar sempre, lembrando que VINGANÇA não faz parte dos propósitos divinos e que aquele que se vinga do inimigo é sempre um irmão doente que não conseguiu assimilar a chance de ser misericordioso.

Allan Kardec tratou dessa questão com muita lucidez: “Certos pais, é verdade, descuidam dos seus deveres, e não são para os filhos o que deviam ser. Mas é a Deus que compete puni-los, e não aos filhos. Não cabe a estes censurá-los, pois que talvez eles mesmos fizeram por merecê-los assim.”

O Mestre Lionês ainda acrescenta: “Se a caridade estabelece como lei que devemos pagar o mal com o bem, ser indulgentes para as imperfeições alheias, não maldizer do próximo, esquecer e perdoar as ofensas, e amar até mesmo os inimigos, quanto essa obrigação se faz ainda maior em relação aos pais!”

PERDOEMOS NOSSOS PAIS tanto quanto desejamos ser perdoados por DEUS e pelos que amamos em nossas faltas... Não sejamos ingratos jamais... “Ai do ingrato, porque ele será punido pela ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, às vezes desde a vida presente, mas de maneira certa noutra existência, em que terás de sofrer o que fez os outros sofrerem!”

Então se nossos PAIS nem sempre são bons, como agir? Kardec responde: “Os filhos, devem, por isso mesmo, tomar como regra de conduta para com os pais todos os preceitos de Jesus referentes ao próximo, e lembrar que todo procedimento condenável em relação aos estranhos, mais condenável se torna para com os pais”.

Ao tomarmos conhecimento desse dever filial de sermos piedosos e CUIDAR AMOROSAMENTE de papais e mamães, muitas vezes nosso coração se confrange pois que nesta sala muitos de nós já os vimos partir pelas portas da desencarnação... e o arrependimento que parece tardio nos deixa tristes.

DEUS em sua infinita sabedoria estabeleceu que nenhuma alma está separada neste mundo. O dom sublime da ORAÇÃO e do pedido sincero de PERDÃO pelo que fizemos ou pelo que deixamos de fazer aos nossos pais, rasga a distancia e atinge na espiritualidade aqueles corações a que desejaríamos – hoje de coração renovado – SERVIR E AMAR...

Nunca é tarde para endereçar aos papais e mamães que se encontram na espiritualidade os nossos CUIDADOS AMOROSOS na forma de oração, irradiando paz e amor a eles. Dizendo a eles o quanto hoje os compreendemos e pedindo a DEUS que nos renove em novas existências a chance de amá-los como merecem.

PAI e MÃE são o nosso PASSAPORTE para a vida material, nos facultando a chance de nos materializarmos na TERRA onde evoluiremos para a perfeição e fruiremos, mais dia, menos dia,  a FELICIDADE que desejamos.

A ELES, nossos paizinhos e mãezinhas eternos de nossa devoção, o nosso amor agora e sempre, e para aqueles dentre nós que ainda guardem magos do passado, roguemos a DEUS e a JESUS que nos abençoe com o DOM DO PERDÃO a fim de atingirmos um dia a paz de consciência que somente a PIEDADE FILIAL bem observada em nossas vidas por dar.

família da cidade de Columbus, estado de Ohio (USA), pais de sêxtuplos





REFLEXÕES ESPÍRITAS: Parentesco corporal e espiritual


Capa do livro: CONSTELAÇÃO FAMILIAR
Psicografia de Divaldo P. Franco
pelo Espírito Joanna de Ângelis
Editora LEAL
Capítulo 14 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec” – Honrar Pai e Mãe – item 14 – Parentesco corporal e espiritual.
Os Espíritos nos dão notícia de que nem sempre apresentamos grandes afinidades para com nossos familiares. Muitas vezes a nossa relação com a família é de franca hostilidade, como se fossemos adversários e não irmãos e irmãs ou parentes que deveriam se estimar...
A reencarnação explica isso: em casa nos reunimos – afetos e desafetos – para que com a proximidade quase sempre inevitável e compulsória do parentesco corporal nos relacionemos com a finalidade de no RECONCILIAR das desavenças de outras vidas.
Irmãos e irmãs sob o mesmo teto muitas vezes negligenciam esse dever de se amarar e se apoiarem e entregam-se ao sentimento de rejeição, transformando o lar que deveria ser oficina de pacificação numa arena de disputas odientas...
Não nos iludamos: cada vez que identificamos um desafeto do passado na forma de parente em nossa família é um SINAL DE ALERTA urgente que a vida nos dá para que notemos a necessidade de perdão, compreensão, respeito e tolerância.
Portanto, dever urgente ao alcance de nossas forças é tolerar e pacificar a nossa casa, no entendimento e na tolerância aos parentes difíceis, dos filhos problema, dos esposos tiranos, das esposas ciumentas, dos fardos da consanguinidade.
Perante o parente-desafio, a nossa própria evangelização íntima pode ser o melhor recurso iluminativo, pois que através da mensagem do Evangelho de Jesus encontramos resignação e força bem como a energia para superar nossas imperfeições e nos transformarmos em pessoas mais pacientes que perdoam com facilidade.
Conhecer-se a si mesmo superando as imperfeições nos torna pessoas mais nutritivas para o meio em que Deus nos localizou – o próprio lar – e para os parentes e afetos que nos constitui o GRUPOCARMA de evolução: a nossa família.
Se você quiser, pode melhorar-se emocional e espiritualmente a tal ponto que se transforma em um verdadeiro INSTRUTOR ESPIRITUAL dentro de sua casa ou núcleo familiar, chegando a ensinar pelo exemplo de tolerância e a ajudar com sua mudança interior às criaturas que te rodeiam, alavancando-lhes a evolução.
Nosso dever de parente que identifica a desarmonia e o desacerto no comportamento do companheiro de jornada é o de EXEMPLIFICAR O ACERTO a fim de que nossa ATITUDE fale muito mais alto do que nosso verbo muitas vezes ágil na voz e tardio na ação...
Assim como o parentesco corporal não nos garante afeto e plena identificação com os companheiros da consanguinidade, a esfera dos amigos estranhos ao lar muitas vezes é repleta de amores e amigos do passado, são tão significativas e espontâneas as simpatias que nos ligam a pessoas que acabamos de encontrar nessa vida, que só essa afinidade é uma prova da REENCARNAÇÃO que experimentamos na própria alma.
Quem não experimentou a sensação de profunda empatia e amizade em outro ser que acabou de conhecer e cuja distância passa a nos doer os sentimentos como se aquela presença querida nos fosse um alimento do espírito.
Sentimos necessidade de conversar, de trocar ideias, de compartilhar emoções, de confiar segredos e carências intimas em clima de amizade pura e confiança absoluta, de tal maneira marcante que não compreendemos como essa pessoa não nasceu em nossa família como irmão ou irmã querida a fim de que pudéssemos estar mais próximos.
Sãos os irmãos da alma, os parentes espirituais que genuinamente constituem as nossas afinidades legítima, eleitas pela convivência em muitas vidas, pela identidade de predileções e tendência e principalmente pela moral evolutiva na maturidade cósmica de cada um.
Se identificamos parentes que são fardos-desafios à nossa maturidade, se identificamos estranhos que são doces irmãos da alma a nos facilitar a jornada com sua presença, não podemos esquecer as mães, figuras singulares nessa teia delicada de almas em aprendizado.
Mães representam aquelas irmãs que nos recebem com mimos e cuidados, sobrepujando seus próprios sentimentos, que muitas vezes poderiam ser de antipatia, mas que “elas superam” com o maravilhoso instinto materno, semente de Deus presente na alma de cada mulher.
Tantas vezes cobradas com exigências de perfeição, as mães são mulheres que pariram – nada, além disso, biologicamente falando – mas que para cada um de nós é um ícone de angelitude.
Certos sociólogos certa vez estudaram um numero de pessoas condenadas à morte nos EUA. Embora criminosos cruéis de sentimentos empedernidos, invariavelmente na hora da forca, injeção letal ou choque elétrico pelo qual deixariam o corpo físico, perante a angustia da morte simplesmente gritavam ou suspiravam uma doce palavra: MÃE...
Perante o perigo, a angustia, a dor, o sofrimento, a desesperança e o sacrifício é por elas que clamamos: MÃE! Diante da situação aflitiva nos transformamos em uma criança, desejosa do colo morno e dos doces afagos daquele seio que nos nutriu, símbolo de segurança e afeto.
Claro, nem todos fomos amados por nossas mães. Há mulheres que perante o desafio da maternidade não souberam canalizar as forças do amor em favor dos rebentos de sua alma... Para essas a nossa compreensão e respeito, elas fizeram o que puderam nos dando ao menos a vida biológica, benção impagável na busca da felicidade.
Claro que você que é mãe, nem sempre fará o que é certo, mas sempre fará o melhor ao seu alcance, porque a maternidade não nos confere perfeição, mas nos encaminha a perfectibilidade pelo exercício de educar e encaminhar almas para a vida.
Para nós que temos mãezinhas vivas, o dever de amparar e abraçar esse ser que nos deu o dom de existir. Para nós que as temos guardadas no cofre celeste dos céus, onde as joias dos nossos amores que partiram vivem e respiram nos aguardando a chegada, a nossa oração de gratidão e respeito.
Para você que ainda receberá o divino tesouro de um filhinho, nossos desejos de uma gestação saudável e de infindáveis alegrias nessa experiência tão arrebatadora que é a maternidade.
Para você que acaba de receber nos braços o “divino fardo” da vida pulsante de um filho ou filha, nosso respeito e gratidão. Obrigado por não tê-lo abortado! Meu planeta precisa de vida, de homens e mulheres boas e educadas, cheios de amor. Desejamos imensamente que o SEU FILHO ou a SUA FILHA esteja em seus braços com a missão de AJUDAR O MUNDO.
Para as mulheres maravilhosas que “maternam” homens fracos, fortes, valentes ou frágeis, adultos ou meninos, velhos e cansados, jovens ou doentinhos... O nosso AMOR SEM FIM... Vocês que adotam os filhos das outras e lhes dão amor, e vocês que adotam homens débeis e lhes transformam em fortes... MUITO OBRIGADO!
MUITO OBRIGADO a essas são as mães que escolheram ser mãe, cultivam tesouros nas entranhas da alma, abnegando de sim para oferecer ao mundo os filhos e filhas de DEUS que lhes foram emprestados porque são dignas da confiança do nosso PAI CELESTIAL.
Perante essas considerações, reflitamos: Parentesco corporal e parentesco espiritual dependerão sempre de quanto você e eu fizermos com o uso do BEM para nos afastar do MAL, que ainda reside em nós.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: A Caridade segundo São Paulo


São Paulo escreve uma carta - Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Museu de Nuremberg, Alemanha.


Capítulo 15 de "O Evangelho Segundo o Espiritsmo, de Allan Kardec" – Fora da Caridade não há salvação – itens 6 a 7 “A caridade segundo São Paulo”

Certa vez Ghandi afirmou que “Se todas as escrituras cristãs se perdessem e só restasse o SERMÃO DO MONTE, nada estaria perdido, pois ele resume a essência do Cristianismo”. O mesmo podemos dizer dos textos Paulinos, se todos eles se perdessem e restasse apenas o Capítulo 13 da Epistola aos Coríntios, nada estaria perdido...
O texto de Paulo sobre a Caridade (o amor em algumas traduções) é o mais belo poema das escrituras desde o Sermão do Monte, pois coloca ao nosso alcance a total compreensão do que é o AMOR ensinado pelo Cristo.
“Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine”. Paulo compara aqui a ausência da caridade em nosso coração à frieza do metal, que apesar de ressoar melodicamente, não tem música por si mesmo...
A caridade esta para o homem como o sineiro está para o sino. É a caridade que impulsiona o AMOR em potência na alma humana à ação da bondade no mundo.
Sem as mãos que puxam a corda o sino não tine, sem o impulso da caridade manejando nosso AMOR nossas ações no mundo são estéreis... 
“E se eu tiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé, até a ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada.”  
Paulo equipara nesse trecho a caridade ao dom da mediunidade sublime que se não for abençoada pela finalidade útil do serviço ao próximo é sem significado, assim como a FÉ que mesmo robusta e inabalável é vazia sem as obras do bem que somente a caridade é capaz de edificar.
“E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se, todavia não tiver caridade, nada disto me aproveita”. Aqui Paulo esclarece perfeitamente que a Caridade deve animar todo e qualquer gesto de BENEFICIÊNCIA bem como todo e qualquer sacrifício pessoa.
Quando está ausente a caridade o gesto de ajuda de inúmeras campanhas, iniciativas de benemerência e obras de filantropia, o benefício se restringe à ESMOLA que auxilia, mas ultraja e faz sofrer, humilha e tira a dignidade.
“A caridade é paciente”, ensina o apóstolo a nos lembrar que a bondade de compreender o ritmo de cada um é grande dádiva que podemos fazer pra com quantos façam parte de nossa vida.
“A caridade é benigna”, continua Paulo, lecionando que a bondade é a própria alma da caridade que se movimenta impulsionada pela grandiosidade da alma sem que se dê conta dessa grandeza.
“A caridade não é invejosa” – poderíamos imaginar o AMOR sentindo inveja, uma vez que o AMOR é tudo e tudo alcança e constrói?
...“A caridade não obra temerária nem precipitadamente”. A caridade é segura de si mesma, pois conhece que só o bem pode produzir, despreocupa-se deliberadamente do FRUTO de suas ações, pois que na CARIDADE a semeadura não espera colheita, mas apenas SERVIR E PASSAR...
Muitas vezes nos queixamos FIZ TANTO POR FULANO E RECEBO ISSO EM TROCA? Com certeza não foi Caridade... A Caridade nada espera, porque quer apenas a alegria de ajudar. Por isso Paulo ensina que ela “não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses”...
Quem está na trilha da caridade deve colher a recompensa do tesouro de seu próprio coração na forma de consciência tranquila e felicidade intima, porque GRATIDÃO e RECIPROCIDADE não são moedas que busca quando o genuíno e caridoso amor nos ampara.
Na caridade a serenidade nos envolve inteira, porque conscientes de que agimos embalados por ideais superiores não alimentamos irritação ou desconfiança. Razão porque Paulo afirma que a caridade “não se irrita, não suspeita mal”.
A caridade tem total senso de justiça, porém não julga nem discrimina, AJUDA sem perguntar quem é, porque sofre, como chegou até tal ou tal situação... A CARIDADE tem a VERDADE em si mesma, porque é consubstanciada no afã de colaborar: “não folga com a injustiça, mas folga com a verdade”. Continua ensinando Paulo de Tarso.
“Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre”. Os anjos da caridade que o mundo conheceu foram capazes dos maiores sacrifícios a fim de cumprirem seu mandato de amor na Terra. São modelos a seguir e estímulos à perseverança no bem em todos os tempos...
Vidas como a de Chico Xavier, Vicente de Paula, Tereza de Calcutá, Irmã Dulce da Bahia e tantos ouros são cartas magnas da caridade que o céu envia à Terra para que nossa bússola não perca o rumo na direção do AMOR INCONDICIONAL.
Escultura de Murilo Sá de Toledo, Praça da Sé, SP   
A caridade nunca jamais há de acabar, ou deixem de ter lugar às profecias, ou cessem as línguas, ou seja, abolida a ciência”. Arremata o doutor de Tarso – A caridade, por se traduzir no próprio AMOR jamais cessa porque o AMOR é a própria essência de que são formadas as esferas e cada partícula que viaja no universo sem fim... Por isso mesmo João Evangelista afirmou em síntese preciosa: DEUS É AMOR! Por isso mesmo a caridade jamais terá fim.

REFLEXÕES ESPÍRITAS: O que é preciso fazer para salvar-se - A parábola do bom samaritano.


Capítulo 15 de "O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec" - Fora da Caridade não há salvação - itens 1 e 2 - O que é preciso fazer para salvar-se.
O Espiritismo tomou por divisa para orientação de seus adeptos o lema “Fora da Caridade não há salvação” que é o título do capítulo sob nossa reflexão na noite de hoje.
Essa escolha não é casual, pois como o próprio Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo afirma “Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, ou seja, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.”
A questão SALVAÇÃO DA ALMA é tratada pelos Espíritos como algo voltado para uma FILOSOFIA de vida e não como dogma religioso como o faz a maioria das Igrejas Cristãs ou não.
Com isso, o Espiritismo traz do campo místico para o racional a questão da salvação, “desembolorando” o tema que foi envilecido pelo uso religioso e colocando-o em seu verdadeiro lugar: NO ESPIRITISMO, SALVAÇÃO TEM O SINÔNIMO DE FELICIDADE.
Quem deseja salvar-se está em risco eminente de perigo. Na maioria das religiões essa salvação é tomada como SALVAÇÃO DA ALMA e para a Doutrina dos Espíritos JAMAIS SE PERDE OU É CONDENADA A COISA ALGUMA, antes, assume responsabilidades perante a vida e desvia-se do caminho do bem, mas a FELICIDADE é a razão da própria vida e a única fatalidade para o Espírito, por isso ninguém poderá fugir dela indefinidamente.
Jesus nas duas passagens tomadas por Allan Kardec para estudo do tema, coloca no AMOR ÀS OUTRAS CRIATURAS a condição para que o homem e a mulher atinjam a felicidade do REINO DE DEUS que é o espaço intimo de paz e ventura a que podemos almejar.
Jesus afirma mesmo que na PESSOA DO OUTRO está o próprio DEUS, e dessa maneira, todas as vezes que fazemos UM BEM para outra criatura é ao próprio Deus que o fazemos.
Sua parábola coloca DEUS (simbolizado por um Grande Rei) que afirma aos seus súditos: “Na verdade vos digo, que quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes”.
Esse “ALGO” que se pode fazer a DEUS, Jesus resume em atos de compaixão e bondade para os que sofrem: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; precisava de alojamento e recolhestes-me; estava nu e cobristes-me; estava enfermo e visitastes-me; estava no cárcere e viestes ver-me”. 
Nessa importante passagem do Evangelho (Lucas 10:25-37), Jesus está categoricamente ensinando como se deve ADORAR A DEUS. Ele já dissera antes que se devia adorar a DEUS em Espírito e Verdade, e aqui complementa que SE DEVE ADORAR A DEUS SERVINDO AO BEM DO PRÓXIMO.
Mais uma vez aparece o que se chama em filosofia das religiões de “REGRA ÁUREA”: Faça ao próximo o que gostaria que fizessem a ti mesmo.
Interessante e pedagógica a explicação: DEUS sendo invisível aos nossos olhos e impossível de se agradar com oferendas materiais, se regozija quando o amamos e adoramos na pessoa de SUAS CRIATURAS. Isso porque O OUTRO é a parcela VISÍVEL DE DEUS que Ele coloca em nosso caminho PARA AMAR.
Alhures Jesus afirmara: VÓS SOIS DEUSES, equiparando a nossa NATUREZA INTIMA à do Criador. Se eu e você somos Deuses, a maneira mais fácil de nos salvarmos (sermos felizes) é adorando a DEUS a partir da pessoa do próximo.
Nessa mesma passagem evangélica, Jesus afirma que o grande REI (DEUS) separará os que o AMAM NA PESSOA DO PRÓXIMO dos que negligenciam a CARIDADE, e que estes serão condenados ao “inferno” das expiações e reparações de seus erros através da misericordiosa Lei da Reencarnação que possibilita ao Espírito negligente aprender em nova oportunidade a lição do AMOR.
Na Parábola do Samaritano, que integra esse trecho em estudo nesta noite, JESUS ensina a um “Doutor da Lei” o que significava O PRÓXIMO segundo a sua Doutrina. Aquele que se compadece das aflições dos demais e age dentro da CARIDADE DESINTERESSADA é o BOM SAMARITANO tomado por Jesus como homem que cumpre a lei de Amor.
Vejamos que A BONDADE aparece na Parábola do Samaritano como a condição da SALVAÇÃO, ou seja, a salvação (felicidade) está reservada aos bons e não àqueles que adoram a Deus através do culto externo de todas as religiões, que na verdade são manifestações de fé primitiva, meros adereços dispensáveis perante o impositivo de AMAR que é a verdadeira essência da LEI DE DEUS.
Feitas essas digressões filosóficas, podemos entrar na análise de NOSSO COTIDIANO e buscar aplicar o PRINCÍPIO DA FELICIDADE ensinado por Jesus e esclarecido pelo Espiritismo em nossas vidas a fim de que alcancemos a SALVAÇÃO (felicidade) desde agora.
Se formas avaliar NOSSAS EMOÇÕES E SENTIMENTOS que na verdade constituem o REINO DE DEUS EM NÓS ou nossa vida espiritual, podemos nos dar conta de que TODA VEZ QUE TEMOS ATITUDES DE AMOR para com o próximo a alegria íntima que nos invade é a expressão mais próxima da verdadeira felicidade que podemos experimentar em nosso estágio evolutivo.
AMAR dá grande alegria e prazer, por isso mesmo JESUS ensinou que SEU FARDO ERA LEVE E SUA LEI BRANDA, porque ele ensinou que o impositivo do AMOR e tão importante para a nossa VIDA DE ESPÍRITOS como o ar o é para a oxigenação de nosso corpo.
AMANDO E SERVINDO o próximo, nós que somos almas comprometidas até hoje com as nossas imperfeições ligadas à VAIDADE, ORGULHO E EGOÍSMO nos REABILITAMOS PERANTE DEUS e acessamos um novo patamar em nossa condição evolutiva.
Comprometidos com a Grande Lei e expiando hoje nossos erros através das provas e expiações comuns em nossas vidas, somos informados que SE MUITO AMARMOS seremos reconhecidos como discípulos do Mestre Jesus, e esse galardão significa tão somente IRMÃOS E IRMÃS QUE CAMINHAM ATRAVÉS DO AMOR PARA A CONQUISTA DA FELICIDADE PERMANENTE.
E O PRÓXIMO, quem é ele em nossas vidas? Todos os homens e mulheres são nosso próximo, totalizando a humanidade inteira. Mas aqueles que podemos dizer, são NOSSO PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO porque foram colocados pelas leis de atração organizadas por DEUS mais pertos de nós a fim de que a eles SIRVEMOS E AMEMOS como se fossem o próprio DEUS.
Nós os chamamos normalmente PARENTES PROBLEMAS, COLEGAS DIFÍCEIS, ADVERSÁRIOS, INIMIGOS, DESAFETOS e por ai vai...
Esses são o nosso MATERIAL DE CONSTRUÇÃO do Reino de Deus em nossas vidas, porque representam aqueles companheiros de jornada mais difíceis de amar, porque de alguma maneira ferem o nosso coração ainda cheio de orgulho e egoísmo.
Então vejamos que não basta SER BOM para os desconhecidos com a finalidade de agradar a DEUS. Não basta ser bons aos pobres e miseráveis. Não basta sermos bons aos que sofrem dificuldades morais e materiais e que inspiram COMPIXÃO de forma natural e espontânea às fibras de nosso coração, já sensível ao sofrimento alheio.
A PRIORIDADE é amar àqueles que nos causam desconforto e dor, angustia e raiva, medo e desejo de desforra. Isso porque, além de serem também nossos irmãos perante DEUS, são também o atestado vivo ao nosso redor de que ainda somos PRISIONEIROS DO EGO, escravizados pelo egoísmo e orgulho ao preferencialíssimo de AMAR OS QUE NOS AMA E PODEM NOS FAZER BEM em detrimento daqueles que podem até ser ingratos e agressores, mas não deixam de ser também FILHOS DE DEUS como eu e você.
Pois é, nossos DESAFETOS são filhos e filhas de Deus que comparecem em nossas vidas a fim de nos lecionar a importância do perdão, da misericórdia, da indulgência e da CARIDADE para alcançarmos a FELICIDADE.
Embora seja SIMPLES AMAR não é tão fácil assim com pudermos ver, requer uma grande dose de DESAPEGO e nossos interesses mesquinhos do EGO e da satisfação de nossos equivocados ideais de prazer e felicidade. Mas, Graça a DEUS, estamos matriculados neste grande Educandário chamado Terra exatamente para exercitar essa capacidade de AMAR que nos conduzirá à felicidade permanente.
VIDA é o nome da lição que se estuda no Educandário Terra e AMOR é a disciplina importante que Jesus – Mestre incomparável de nossas almas – está pouco a pouco fazendo gravar em nossos corações.
Quando eu e você amarmos, em Espírito e Verdade ao DEUS que reside no coração de cada irmão e irmã, estaremos aptos a um novo degrau na escala do progresso. Aquele em que já aprendemos pelo BEM DE TODOS a progredir, ficando obsoletas as lições do SOFRIMENTO E DOR que até aqui buscamos eliminar de nossas vidas.
SOFRIMENTO E DOR JÁ ERAM! VAMOS SER FELIZES AMANDO?

REFLEXÕES ESPÍRITAS: O Maior Mandamento


Capítulo 15 de "O Evangelho Segundo o Esiritismo, de Allan Kardec" - Fora da caridade não há salvação, itens 4 e 5, O MAIOR MANDAMENTO.

Este tema tem a finalidade de aprofundar a nossa compreensão sobre os dois maiores mandamentos da Lei de Deus ensinados por Jesus, ressaltando qual deve ser a nossa atitude para, verdadeiramente, amar a DEUS sobre todas as coisas e ao PRÓXIMO como a nós mesmos.

Jesus inquirido pelo doutor da Lei, sobre qual seria o MAIOR MANDAMENTO da Lei de DEUS respondeu de uma maneira direta e objetiva: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS e o segundo AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO.

AMA A DEUS de todo o coração e alma aquele que O reconhece como PAI MISERICORDIOSO.

AMA A DEUS de todo o coração e alma aquele que reconhece a VIDA como dádiva do Seu amor em benefício do nosso progresso.

AMA A DEUS de todo o coração e alma aquele que faz da própria vida uma caminhada em Sua direção, através da observância de suas Leis perfeitas e imutáveis.

AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS é reconhecer a natureza como obra de Sua bondade. E agradecer diariamente por tudo o que Ele nos concede.

AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS é recorrer a Ele como amparo de nossas fraquezas... É também louvá-Lo a cada instante como fonte de nossas alegrias e de nossa coragem diante dos desafios da vida.

AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO é entender que devemos dispensar ao nosso irmão o mesmo tratamento que gostaríamos de receber.

AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO é desejar aos outros tudo o que almejamos para nós, é ficarmos feliz com suas conquistas e suas alegrias como se fora nós mesmos que as experimentássemos.

AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO é consolar o irmão triste em suas dificuldades, dores e aflições oferecendo o socorro que estiver ao nosso alcance.

AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO é colocarmo-nos no lugar do OUTRO e dispensar-lhe as mesmas atenções e cuidados que desejaríamos se estivéssemos naquela situação.

Quando Jesus diz que os mandamentos que ensinara contém TODA A LEI E OS PROFETAS quer nos fazer entender que todos os preceitos religiosos, todos os ensinamentos dos profetas e iniciados, todas as lições dos livros sagrados podem ser sintetizadas naqueles dois mandamentos: Amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos;

Os ensinamentos de Jesus são VERDADES ETERNAS por isso estes dois mandamentos contém tudo o que precisamos para a salvação do espírito... Mas salvar-nos de que? ELES NOS SALVAM DA INFELICIDADE!
Não é possível amar a DEUS sem amar ao próximo, porque DEUS se manifesta diante de nós na pessoa de seus filhos, os nossos irmãos.

Aquele que verdadeiramente traz dentro de si o desejo de AMAR A DEUS e observar Seus mandamentos estende esse amor a todas as pessoas, por nelas reconhecer criaturas por Ele criadas, irmãos nosso na divina paternidade.

Não se pode amar a DEUS desprezando o próximo. Ao contrário, é pelo bem que fazemos ao próximo que demonstramos o nosso amor a DEUS. Da mesma forma que ao ajudarmos uma criança, seus pais ficam gratos a nós, porque amando a criança demonstramos amor por eles.

Esse ensinamento do evangelho nos traz uma lição prática: que FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO uma vez que a caridade é a concretização do amor. A CARIDADE é a forma pela qual o AMOR se realiza, exteriorizando-se de nós na forma de ações, gestos e atitudes.

O caminho da salvação de nossa alma dos erros do passado e da infelicidade, da dor e do sofrimento, passa, necessariamente, pelo amor ao próximo objetivado através da CARIDADE.

Portando, para observar esses mandamentos devemos cultivar a CARIDADE e a HUMILDADE, pois a primeira nos ensina o esquecimento de nós mesmos em favor do nosso próximo, e a segunda nos liberta das vaidades humanas, aproximando-nos de todos na condição de irmãos.

CARIDADE = ESQUECIMENTO DE NÓS MESMOS = LIBERTAÇÃO DAS AMARRAS DO EGOISMO

HUMILDADE = EXTINÇÃO DAS VAIDADES HUMANAS = IDENTIFICAÇÃO COM O PRÓXIMO ATAVÉS DA LEI DE IGUALDADE.

Pela prática da CARIDADE combatemos o EGOÍSMO, pelo exercício da HUMILDADE libertamo-nos do ORGULHO... EGOISMO E ORGULHO são as chagas da humanidade, os criadores de todo mal, que nos impedem de ser FELIZ integrando-nos com DEUS através do PRÓXIMO.

Devemos ser caridosos mesmo com as pessoas que se consideram (ou que consideramos) nossos adversários ou inimigos. AMAR E PERDOAR desejando a essas pessoas todo o bem que gostaríamos de receber sem deixar de aproveitar todas as oportunidades de RECONCILIAÇÃO.

Se, mesmo agindo assim, não formos compreendidos pelo nosso irmão desarmonizado conosco, DEUS que tudo vê e preside saberá reconhecer o nosso esforço.

O PERDÃO, A CARIDADE, A HUMILDADE E O AMOR beneficiam em primeiríssimo lugar aquele que os estende ao próximo, assim como as rosas perfumam primeiramente as mãos que as estendem aos outros.

AMA a DEUS SOBRE TODAS AS COISAS aquele que O coloca como centro de sua vida, observa seus mandamentos e em tudo percebe as manifestações do seu AMOR.


AMA AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO aquele que faz para os outros todo o bem que para si próprio desejaria, fazendo do AMOR AO SEMELHANTES a mais autêntica manifestação do amor a DEUS.

REFLEXÕES ESPÍRITAS: Salvação dos ricos!


Capítulo 16 de "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, de Allan Kardec" – Servir a Deus e a Mamon, itens 1 e 2 – Salvação dos ricos.
O QUE É MAMON? Na era pré-cristã, conforme sabemos, eram cultuados muitos deuses. Mamon, contudo, NÃO ERA O NOME DE UMA DIVINDADE e sim um termo de origem hebraica que SIGNIFICA DINHEIRO, RIQUEZA, OU BENS MATERIAIS. Jesus, no Evangelho, utiliza a palavra quando afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon.  (Lucas 16:13). A palavra, no texto original, também é citada no Evangelho de Mateus.
Jesus ensinando aos seus discípulos não estava CONDENANDO A RIQUEZA, mas sim a subserviência a ela.
Há uma grande diferença em se TER DINHEIRO e ser POSSUIDO PELO DINHEIRO. No primeiro caso o portador da riqueza compreende perfeitamente que ela é um recurso ao seu dispor e não está a dominado pelo orgulho de seus haveres, pela ganância desmedida ou isolado da sua condição de simples mortal que a qualquer momento pode deixar a Terra – e sem nem uma moeda no bolso.
“Em verdade vos digo que um rico DIFICULTOSAMENTE entrará no Reino dos Céus. Ainda vos digo mais: que mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no Reino dos Céus”. Disse Jesus. Isso porque sabia que nós somos seres frágeis que nos deixamos arrastar pelo PODER que advém da riqueza material...
Jesus como profundo conhecedor da alma humana não ignorava que nós homens e mulheres, em sua maioria, usamos o dinheiro para humilhar, estabelecer relações de mando ou gozar sem freio das paixões humanas que nos arrastam ainda à animalidade.
Quantos de nós se nos víssemos repentinamente ricos da noite para o dia não nos comprometeríamos com as Leis Divinas exagerando em nosso hábito a ponto de comprometer a nossa saúde, por exemplo.
Isso sem falar em nosso desejo de vingança... Quantas ofensas suportamos, quantos “sapos engolimos” por estarmos numa condição inferior àquela pessoa que nos agride. Se tivéssemos riqueza – que dá acesso ao poder em nossa sociedade – será que agiríamos da mesma forma ou partiríamos para a revanche?
Analisando essas colocações, podemos facilmente chegar à conclusão que dinheiro em mãos sem moral, sem educação íntima e sem o devido respeito ao próximo transforma-se numa arma em que a pessoa fere a si mesmo.
A provação da pobreza que requer resignação e humildade é tão difícil quando a provação da riqueza que cobra inteligência e sabedoria de quem a possua.
Muitas vezes encontramos pessoas no mundo que sofrem reveses matérias, perdem fortunas, pensões, rendas, emprego ou outros recursos que lhes garantiria dias mais tranquilos no futuro...
Criaturas revezam-se em posições sociais todos os dias, obrigadas a trabalhar pela própria manutenção, com esforço, a fim de manter-se perante prejuízos e perdas...
Quem sabe a própria diligência da Sabedoria de Deus foi que provocou essa perda material em benefícios dessas criaturas? Meditemos se realmente trabalharíamos com operosidade e humildade se estivéssemos na abundância financeira? E quem de nós pode fugir á Lei do trabalho impunimente?
Vemos todos os dias grandes fortunas patrocinarem a OCIOSIDDE de famílias inteiras que se perdem escoradas na riqueza, sem servir a nada nem ninguém...
Lembremos aqueles ricos apegados ao dinheiro que desenvolvem patologias mentais por temerem a pobreza, desconfiarem de todos, acabando por viver isolados em castelos de pedra, sem a alegria de viver e conviver...
E se estivéssemos ricos hoje? Suportaríamos o ataque da inveja e da cobiça alheia? Ou o assédio da maldade sempre disposta a julgar sem piedade aquele que tem mais como ladrão perdulário ou bon vivant...
Aceitemos e agradeçamos a Deus se tivermos uma vida laboriosa, porque é melhor que a fortuna esteja em nossas mãos quando soubermos dirigi-la sem nos escravizar a ela.
É por isso que Jesus assinala que os ricos DIFICILMENTE conquistam o Reino dos Céus que é a paz interior... ele disse DIFICILMENTE, mas não disse que era impossível.
Existem criaturas altamente ricas e respeitadas nas convenções sociais, que trazem consigo uma fonte viva de humildade no coração, enquanto há mendigos, de rosto desfigurado, que carreiam no íntimo a chagas vivas de orgulho que lhes impede o entendimento.
Há ricos que são maravilhosamente pobres de avareza e encontramos pobres lamentavelmente ricos de mesquinhez e egoísmo.
Afinal, também existe no mundo muitos RICOS GENEROSOS E RESPONSÁVEIS... que utilizam suas fortunas para o progresso da humanidade, a pesquisa médica, a construção de escolar, a geração de empregos.
Dinheiro bem aplicado gera crescimento para todos. Por isso não devemos ter medo do dinheiro. O dinheiro deve NOS SERVIR da mesma forma que nós servimos à VIDA...
Abençoado recurso de socorro humano, é a moeda que organiza as trocas entre as pessoas. É para isso que o dinheiro foi criado, e não para ser armazenado egoisticamente sem uso par o bem comum.
Dinheiro é também um SIMBOLO DA ABUNDÂNCIA DE DEUS porque ele existe para organizar produção dos bens que são possíveis graças à magnanimidade da natureza que, sendo obra de Deus, é rica e farta, suficiente para nutrir e suprir necessidade de todos.
Os bens dever CIRCULAR entre os homens, possibilitando o usufruto das riquezas que o Pai Celestial nos concede por empréstimo a fim de desenvolvermos a generosidade, a caridade e o senso de justiça social.
"Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem traça nem ferrugem corroem e onde ladrões não minam nem roubam: Para onde está o teu tesouro, aí estará o seu coração também”. (Jesus)
Nesse ensinamento Jesus nos recorda que todos os bens da Terra são transitórios e apenas o BEM QUE ELES POSSIBILITAM FAZER é que ficam acumulados na espiritualidade na forma de bênçãos de gratidão a nosso favor.
Por isso na oração dominical Jesus nos ensinou a orar pedindo a benção do PÃO NOSSO DE CADA DIA a fim de que não caíssemos no erro de acumular o pão de toda a semana e – tomados pela ganância – resolvêssemos tomar de assalto também o pão do vizinho... ISSO É QUE TEM FEITO O FRACASSO ESPIRITUAL DAS ALMAS BAFEJADAS PELA FORTUNA!
“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro”. Não podeis servir a Deus e às riquezas. (Mateus 6:19-21,24) – JESUS nesta passagem não condena a posse do dinheiro, mas sim que transformemos o DINHEIRO em mais UM DEUS!
A salvação do rico tanto como a salvação do pobre está na mesma diretriz: o bem que possam fazer aqui na Terra em favor de seus semelhantes.
O rico gerando riquezas, trabalho e prosperidade para muitos. O pobre repartindo o pouco que tem com seus “próximos mais próximos” que são a sua família, a fim de que, aprendendo a se socorrerem na dificuldade consigam também fazer o mesmo na abastança.
As diferenças sociais diminuirão somente quando conquistarmos a consciência de que todos os bens que passam por nossas mãos não nos possuem, são empréstimos divinos que a VIDA nos dá a fim de os usarmos com sabedoria na construção de nossa felicidade.
A pobreza e a mediocridade não existem na Criação de Deus. São meras posições transitórias criadas por nós mesmos, na jornada evolutiva em que aprenderemos, pouco a pouco, através da luta e da experiência, que TUDO É GRANDE NO UNIVERSO DE DEUS. Todos os seres, todas as tarefas e todas as coisas são peças preciosas na estruturação da vida.
A transitoriedade da vida é eloquente. Todos os dias ricos e pobres, jovens e velhos, crianças e adultos, são recambiados para a PÁTRIA ESPIRITUAL através da experiência da morte do corpo físico.
A vida acontece fulgurante em ambas as dimensões da existência, e não nos cabe ser egoístas e mesquinhos em nenhuma delas. Por isso JESUS nos recomendou que se sofrêssemos de APEGO DESMEDIDO ás coisas da Terra, melhor seria dar tudo o que temos e segui-lo... Isso significa: DESAPEGAR-SE E CUIDAR DE NOSSA ESPIRITUALIZAÇÃO.
ESPIRITUALIZAÇÃO, porém não é ficar orando o tempo todo, nem se transformar em asceta ou pregador, desejando converter os demais a golpes de palavras.
ESPIRITUALIZAR-SE é conscientizarmo-nos de que MESMO AQUI NA TERRA, SOMOS ESPÍRITOS VESTINDO UM CORPO MATERIAL e que a nossa verdadeira natureza é a ESPIRITUAL, de onde viemos e para onde retornaremos – REPITO – se uma moeda sequer no bolso!
ESPIRITUALIZAR-SE é identificar o irmão da rua, da calçada, da oficina, do clube, da fila do banco, da Universidade, da Igreja, da prostituição e da marginalidade TODOS COMO IRMÃOS NOSSOS que amanhã podem ser imensamente ricos ou miseráveis, sem que isso lhes roube a condição de FILHO DE DEUS que por sinal também carregamos.
A lição nos convida: SEJAMOS RICOS EM JESUS fazendo o bem onde, quando e como o bem nos convoque para que mais adiante a semeadura de amor e paz, conforto e pão, entendimento e paciência nos renda o que ambicionamos na lavoura evolutiva; A FELICIDADE DE SABERMOS CUMPRIDO O NOSSO DEVER DE AMAR ALÉM DO QUE SOMS AMADOS, tal qual nos ama nosso Mestre, modelo e guia: Jesus.