domingo, 25 de março de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: A quem muito foi dado, muito será pedido.


 Tema: Capítulo18 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec – Muitos os chamados e poucos os escolhidos, item 10  a 12: A quem muito foi dado, muito será pedido.
Nossa reflexão do Evangelho tem como ponto central para nossa instrução a chamada “Parábola do mordomo” também chamada “Parábola do servo invigilante".

Nela Jesus traz um ensinamento muito importante. Ele nos conta como funciona a JUSTIÇA DE DEUS em harmonia perfeita com a sua MISERICÓRDIA.

Nessa parábola conta que um servo que foi incumbido de administrar os bens de seu Senhor e alimentar os demais criados. Ao voltar da viagem, o patrão surpreende o servo maltratando os seus companheiros e negligenciando seus deveres. Recebeu severo castigo em açoites, pois o servo CONHECEU A VONTADE DE SEU SENHOR e a desobedeceu. Ensina ainda que outro servo na mesma condição que não conhecesse a vontade de seu Senhor e fizesse coisas DIGNAS DE CASTIGO receberia poucos açoites... POIS A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO.

Essa parábola que figura em Mateus 24:45 a 51 e em Lucas 9:39-41 – faz parte dos ensinamentos sobre a MISERICORDIA DIVINA E NECESSIDADE DE VIGILÃNCIA.

Na parábola, os dois mordomos (o que SABIA a vontade de seu patrão e o que DESCONHECIA essa vontade) representam a humanidade em diferentes estágios evolutivos.

Uns já estão CIENTES DAS LEIS DE DEUS (a vontade do Patrão) e por isso quando negligenciam o seu cumprimento “merecem muitos açoites”... (Açoites = cumprimento da Lei de Causa e Efeito).

Outros ainda estagiam nas faixas primárias do conhecimento da LEI DE DEUS, e por isso mesmo quando erram “merecem menos açoites”

Nessa história está expressa a EQUAÇÃO lógica e racional da JUSTIÇA DIVINA versus a MISERICÓRDIA DIVINA.

Nós que temos entendimento ainda bastante imperfeito da Leis de Deus não conseguimos equacionar a questão da misericórdia com a justiça que devemos observar. Cremos que os fatores são inconciliáveis, pois se EU FOR MISERICORDIOSO como poderei SER JUSTO ao mesmo tempo?

Jesus como Espírito Puro e conhecedor profundo dos atributos de nosso Pai Celestial, usa a Parábola do Mordomo Invigilante para nos mostrar como isso se resolve na perfeita harmonia das Leis que regem nossas vidas.

Ele ensina que o rigor das CONSEQUENCIAS DE NOSSOS ATOS é proporcional ao NÍVEL DE CONSCIÊNCIA que temos do erro praticado.

Os homens e mulheres que infringem a LEI DE DEUS sofrem consequências de seus atos conforme o nível de despertamento espiritual que apresentam, o que podemos chamar de ESTÁGIO EVOLUTIVO.

A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO significa exatamente que dos espíritos mais amadurecidos, mais informados e conscientes das verdades espirituais é esperado maior vigilância sobre aquilo que SABEM que já não é adequado perante a vida.

O processo de CONSCIENTIZAÇÃO da verdades espirituais é irreversível! Àquele que JÁ SABE A VONTADE DE SEU SENHOR não cabe o beneplácito do atenuante da ignorância.

Importante para todos nós que somos os modernos “Aprendizes do Evangelho de Jesus” percebermos a nossa posição em relação ao conhecimento espiritual libertador de nossas almas que ao mesmo tempo que nos liberta nos categoriza a responder à LEI sábia e justa da VIDA com maior grau de rigor e responsabilidade.

E nós já sabemos muita coisa que ao longo de nossa jornada vai nos clareando o entendimento e proporcionando adiantamento espiritual relativo perante aqueles que desconhecem a existência de Deus e – por isso mesmo – ainda são situados no atenuante do “mordomo ignorante” da parábola, que cometeu faltas dignas de severos castigos mas recebeu poucos açoites...

Já aprendemos que não somos apenas um corpo material. Mas sim uma alma imortal, AINDA ASSIM nos comportamos como se fossemos somente um corpo e usufruímos das coisas apenas na busca do prazer e fuga da dor, despreocupados das questões de nosso ESPÍRITO...

Já aprendemos que a LEI DE AÇÃO E REAÇÃO nos alcança a todo momento e que nossos atos ANTIÉTICOS sofrerão consequências drásticas pelos danos que causam aos demais... AINDA ASSIM vivemos competitivamente, na base do salve-se quem puder, como se a regra fosse LEVAR VANGAEM EM TUDO!

Já aprendemos que a REENCARNAÇÃO é fator de Misericórdia Divina a fim de que conquistemos, vida após vida, a perfeição relativa que nos cabe alcançar como meta espiritual. AINDA ASSIM pautamos nossa existência como se fosse a única, escravizados à ilusão de que estamos na terra para gozar, fruir, aproveitar, e não para aprender e amar, servindo uns aos outros...

Já aprendemos que ATRAIMOS companhias espirituais em sintonia com nossos hábitos, gostos e predileções, sintonizando com os anjos do amor quando perseveramos no bem ou com os gênios da escuridão, quando estacionamos no mal. AINDA ASSIM nossas atitudes e pensamentos revelam instinto exacerbado, desejos inferiores e interesses mesquinhos que nos tornam companhia favorita dos adversários do bem aos quais chamamos NOSSOS OBSESSORES...

Já temos noção de que NOSSOS FAMILIARES PROBLEMAS, nossos COMPANHEIROS DIFÍCEIS, nossos ADVERSÁRIOS ASSUMIDOS são em verdade cobradores de um passado de equívocos espirituais que hoje nos batem à porta para que com eles nos RECONCILIEMOS sem recair no jogo escravizante da agressão que a nada conduz; AINDA ASSIM fazemos o jogo da vingança, da revanche, da hostilização, penetrando-lhes a faixa de entendimento e perpetuando para o futuro novas expiações nas mesmas companhias, em situação talvez de subalternidade e domínio.

Já percebemos que a LEI DE DEUS resume-se no impositivo de AMAR AO PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS, conquistando méritos para que o AMOR nos chegue como socorro às nossas dores e sofrimentos tanto quanto o estendemos aos companheiros e companheiras de jornada. AINDA ASSIM nos deixamos conduzir pelas diretrizes do ORGULHO e do EGOÍSMO, desatentos de que apenas o amor nos libertará desses dois sequazes do mal que tanta desigualdade e intolerância espalha pelo mundo.

Vejamos que NÃO PODEMOS ALEGAR IGNORÂNCIA. A luz imperecível dos ensinamentos do Cristo Jesus já nos alcança e orienta os passos há dois mil anos...

A presença do ESPIRITISMO como Consolador Prometido e iluminador de nossas almas, retira de nossos olhos as escamas do fanatismo e da ignorância, revelando com clareza inconfundível a VERDADE ESPIRITUAL da vida imortal em todos os seus aspectos, com todo o seu fulgor mas também com toda as suas responsabilidades.

Poderia até nos ocorrer neste instante o pensamento: PARA QUE EU FUI ME ESCLARECER ENTÃO? MELHOR SERIA VIVER NA IGNORÂNCIA COM O ATENUANTE DO DESCONHECIMENTO DA LEI...

Reflitamos: Só porque nossos olhos de acostumaram à escuridão vamos recusar a LUZ DO SOL? Só porque nos acostumamos com a ÁGUA IMPURA E SALOBRA vamos recusar a cristalina e pura? Só porque já nos resignamos com a dor da queimadura, permaneceremos expostos à chamas do engano que ferem nosso Espírito?

Nossa aproximação do Evangelho libertador na forma da VERDADE ESPIRITUAL que consola e instrui é fator de PROGRESSO para o nosso Espírito. Não lamentemos a EVOLUÇÃO, antes a aprimoremos, buscando voluntariamente VIGIAR NOSSAS AÇÕES a fim de que consigamos cumprir os impositivos da Lei que já sabemos existirem e serem bons para nós.

Regozijemo-nos com o SABER ESPIRITUAL QUE JÁ NOS ILUMINA A RAZÃO: é possível com um pouco de coragem e valentia enfrentar desde agora as nossas IMPERFEIÇÕES MORAIS que nos tem feito sofrer consequências amargas no resgate das infrações que cometemos ao conjunto de DIRETRIZES ÉTCO-MORAIS que compõem a LEI DE DEUS.

Por isso mesmo Jesus deixou-nos o sublime convite no VINDE A MIM TODOS VÓS QUE ESTAIS CANSADOS E SOBRECARREGADOS QUE EU VOS ALIVIAREI... Essa promessa de Jesus se baseia no fato de que QUANTO MAIS SABEMOS DA VERDADE MAIS ESTAMOS LIVRES da ignorância que aprisiona.

Paulo de Tarso disse certa vez que “Quando eu era menino, falava como menino , sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. (ICor, 13:11) – desejando nos lembrar que as atitudes imaturas que nos marcaram o passado fazem parte da nossa INFÃNCIA ESPIRITUAL mas que agora somos ADULTOS ESPIRITUAIS e devemos por isso mesmo abandonar as coisas de menino, assumindo nossa responsabilidade de FILHOS DE DEUS e fazendo a todos o BEM que pudermos para que o BEM aja a favor do nosso BEM.

domingo, 18 de março de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: A porta Estreira


Capítulo 18 de "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO", de Allan Kardec – Muitos os chamados e poucos os escolhidos – itens 3 a 5 - A PORTA ESTREITA.

Ensinou Jesus: Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela. Que estreita é a porta, e que apertado o caminho que leva para a vida, e quão poucos são os que acertam com ela! (Mateus, 7:13-14).

Estudando o ensinamento de Jesus, Allan Kardec afirma: “A porta da perdição é larga, porque as más paixões são numerosas e o caminho do mal é o mais frequentado. A da salvação é estreita porque o homem que deseja transpô-la deve fazer grandes esforços para vencer as suas más tendências, e poucos se resignam a isso”.

Para entender bem essas afirmativas, é preciso deixar bem claro para nós o que vem a ser SALVAÇÃO segundo o contexto evangélico.

Os Dicionários nos ensinam que SALVAÇÃO é: ação ou efeito de salvar(-se), de libertar(-se), pessoa ou coisa que salva (de perigo, situação difícil etc.)... 

A definição que me pareceu mais apropriada foi a do Dicionário Houaiss:  passagem de uma situação difícil para outra confortável; redenção, resgate, remissão; triunfo, vitória, independência.

Para o Espiritismo SALVAÇÃO ganha um significado mais amplo do que a “Felicidade eterna após a morte”, pois para a Doutrina Espírita não existe a condição de PERDIÇÃO, pois que DEUS de Misericórdia e Justiça infinitas sempre concede à criatura que erra, condição de “reencontrar-se” no caminho do bem.

Salvar-se seria literalmente, furtar-se de um perigo. Que perigos seriam esses de que Jesus se ocupa a fim de nos ajudar a sermos felizes?

 Os grandes perigos que existem e que são, genuinamente, ameaças para a nossa FELICIDADE não estão situados no mundo externo, que por vezes nos parece tão perigoso e hostil, e sim em NOSSO MUNDO ÍNTIMO.

Essas ameaças à nossa FELICIDADE PLENA são as nossas imperfeições morais, as nossas más tendências, frutos de viciações morais e comportamentos inadequados que fomos repetindo vidas após vidas, cristalizando nosso espírito na condição de “infrator da Lei de Deus”.

Romper com essas más tendências é exatamente a passagem pela “porta estreita” de que nos fala o Evangelho, pois, acostumados no erro, acomodados à zona de conforto do comportamento conhecido é sempre um desafio para alma a ATITUDE DE MUDAR.

Quem venceu um vício como drogas, álcool ou tabaco sabe bem a grande luta que se combate para vencer um inimigo que nós mesmos criamos dentro de nós com nossas escolhas.

Mudar é sempre angustiante. Cobiçamos a condição melhor de nos livrar do mau comportamento, mas o medo do desconhecido, a abstinência daquilo a que nos acostumamos, o preço da libertação de todas as compensações físicas e psicológicas a que nos habituamos com o erro... Tudo isso são fatores que agravam o desafio de MUDAR.

Se fraquejarmos, relaxamos com nossa autoeducação e caminhamos conforme de costume, para a porta larga das viciações, da acomodação e da repetição dos mesmos equívocos que – já o sabemos – nos farão chorar e sofrer depois.

Como já dissemos em outras oportunidades DEFINITIVAMENTE, CHEGA DE SOFRER! Esse negócio de “aqui se faz aqui se paga” já deu o que tinha que dar! Já estamos de posse de conhecimentos espirituais LIBERTADORES e não se justifica mais aprender com o SOFRIMENTO e a DOR.

É hora de progredirmos com a INTELIGÊNCIA, a razão, o bom senso. Porque continuar com ATITUDES que sabemos que mais adiante vão me fazer sofrer? Isso se chama IGNORÃNCIA.

É o velho hábito da FEIJOADA ASSASSINA! Você já sabe o mal estar que vai sentir na hora da digestão... Os desarranjos gástricos, a preguiça e a sonolência das toxinas do alimento, aquela sensação de O QUE FOI QUE EU FIZ? Mas ainda assim, passamos reto no balcão de salada e nos rendemos ao PRAZER IMEDIATO da suculenta FEIJOADA.

Assim também é com nossos VÍCIOS MORAIS... Já os conhecemos, a eles e às suas malditas consequências... Mesmo assim sucumbimos à TENTAÇÃO do prazer imediato, da compensação psicológica. E repetimos a mesma ATITUDE ASSASSINA da nossa Paz Interior. Isso tem o nome de AUTOCORRUPÇÃO!

Você já sabe o que é bom e faz bem. Você já sabe o que é ruim e faz mal. Mas AUTOSABOTA a sua felicidade caindo de novo na ilusão de errar para ganhar. Auto sabotagem é o mesmo que jogar a polpa doce e nutritiva da fruta fora e comer a casca e os caroços.

Romper com a cadeia do erro cobra da criatura um grande esforço. Mas o Espiritismo com sua finalidade nobre de facilitar o PROGRESSO DA HUMANIDADE nos informa quis os meios que podemos usar para essa vitória sobre as nossas próprias iniquidades.

A primeira ferramenta que o ESPIRITISMO recomenda é a oração. Com a oração, que é a nossa ligação mental, sincera e fervorosa com nosso Pai Celestial, fazemos uma verdadeira faxina psíquica e nos ligamos ás forças espirituais do bem, dispostas a nos fortalecer a vontade e a intrepidez.

Orar, é um hábito simples. Não há para a oração local mais apropriado ou menos apropriado. Nem horário nem condição. A criatura pode elevar seu pensamento a DEUS em qualquer hora e lugar, sob qualquer circunstância e entregar-se aos amorosos cuidados da Providência Divina, sempre solicita em nos cumular com as bênçãos das forças espirituais.

A prece ou oração tem como requisito “patir de um coração sincero”. Devemos apresentar nossos medos e anseios, desejos e esperanças a DEUS com sinceridade de coração. A DEUS NINGUÉM ENGANA. Apresentemo-nos mentalmente ao PAI sem escamotear nossas mazelas que ELE com toda certeza deseja nos ajudar a vencer.

Outra condição é que a oração seja INTELIGÍVEL ou seja, que seja compreensível primeiramente para nós, como um COMUNICAÇÃO, a oração deve ser uma mensagem simples e objetiva, dispensemos as orações decoradas e textos prontos. Deixemos o coração e a mente falar de nossos próprios sentimentos a Deus.

A segunda ferramenta que o ESPIRITISMO apresenta para nossa evolução é o AUTOCONHECIMENTO. No Espiritismo chamamos esse processo de REFORMA ÍNTIMA e se constitui na autoanálise diária, sem medo de nos enfrentarmos e nos conhecermos. Avaliamos nossas ações e atitudes e buscamos enumerar nossos equívocos.
Conhecendo suas faltas, fica mais fácil ao Espírito educar-se. Partir para a reparação dos erros e evitar cometer os mesmos equívocos em oportunidades semelhantes.

Encontramos na questão número 919 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS de Allan Kardec uma esclarecedora resposta dos Espíritos: Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? –  “Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo.”

Continua ensinando nessa questão, o Espírito de Santo Agostinho de Hipona: “Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar.

E complementa: “Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar”.

Os benefícios do autoconhecimento são inúmeros, mas o principal dele é a LIBERTAÇÃO do peso de nossas imperfeições e a POSSE DE SI MESMO tornando-nos criaturas conscientes de nossas falhas e de nossas potencialidades.

AUTOCONHECENDO-SE a criatura pode conceber um PLANO DE AÇÃO EXISTENCIAL e partir para a ampliação das virtudes que já possui e cujo exercício a fortalece e educar-se segundo suas expectativas de felicidade, suas capacidades e tendências mais nobres.

A mais nobre e eficaz ferramenta que o ESPIRITISMO oferece-nos como potencializadora de nossa FELICIDADE é no entanto aquela legenda que constitui a sua diretriz máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Entendendo a CARIDADE como o AMOR EM AÇÃO, o Espiritismo compreende que a sua prática em todas as dimensões de nossa vida, constitui exatamente o cumprimento da proposta educativa do Cristo Jesus que nos recomendou AMAR incondicionalmente todos ao nosso redor.

Com a prática do AMOR nossas virtudes se dinamizam, robustecem e NATURALMENTE vão vencendo uma a uma as nossas imperfeições morais, estabelecendo um novo patamar de comportamento e ação: o daqueles que evoluem porque amam, amam porque são inteligentes, são inteligentes porque querem ser FELIZES!

Alimentando a esperança e o otimismo, o buscador da VERDADE encontra alegria de viver. Vence suas imperfeições. Supera as vicissitudes comuns da vida cotidiana e ganha outros valores que não a satisfação imediata dos sentidos e das ilusões, optando pelos bens IMPERECÍVEIS DA ALMA que são a finalidade última da nossa existência.

Passar pela PORTA ESTREITA não é fácil. Mas quem de nós aqui acha que ser feliz é fácil? Que sabor teria a felicidade de fosse coisa corriqueira que não cobrasse esforços e luta para ser obtida?

A alma humana adora desafios! Ama aventuras! Aventuremo-nos! Aceitemos o convite para o AUTOCONHECIMENTO e vamos caminhar decididos no rumo da FELICIDADE. Nos encontraremos na reta de chegada, uma vez que TODOS FOMOS CRIADOS POR DEUS PARA SERMOS FELIZES.... Adiar o começo dessa jornada pra que?



segunda-feira, 12 de março de 2012

RFLEXÕES ESPÍRITAS: A Parábola das Bodas



Capítulo 18 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec – Muitos os chamados e poucos os escolhidos. Itens 1 e 2 – Parábola da Festa de Núpcias (ou Parábola das Bodas).



Nossa reflexão de hoje examina à luz da Doutrina Espírita a PARÁBOLA DAS BODAS narrada pelo Evangelista Mateus em seu Evangelho, capítulo 22 versículos 1 a 4.

A Parábola das Bodas parece uma história fantástica, bem ao gosto da cultura oriental, ela narra o casamento de um príncipe para o qual o Grande Rei prepara uma festa suntuosa despachando seus emissários para buscar os convidados. Alguns dos servos apanharam, outros morreram e ninguém aceitou ao convite. Finalmente, o rei manda que fossem às ruas buscar todos os que encontrassem, bons e maus, para a festa. Entre os que compareceram porém um se achava sem a VESTE NUPCIAL (roupa adequada) e ordenou o rei que lhe jogassem onde há trevas e ranger de dentes, porque MUITOS SÁO OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS.

A história parece um enigma a princípio, mas ela simboliza a relação de DEUS (o Grande Rei) com a TERRA (o seu Reino). A humanidade são os convidados. O NOIVO  é Jesus... Seus emissários são os profetas e missionários que pagaram com a vida sua tarefa de convidar os homens para a Verdade Imortal que traria Jesus com a boa nova da LEI DE AMOR.

MUITOS SÁO CHAMADOS MAS POUCOS OS ESCOLHIDOS representa exatamente a nossa postura de adiar a nossa adesão à verdade espiritual. Todos somos convocados diariamente ao testemunho de nossa FÉ NO BEM perante os desafios da vida para que nos comportemos com ética, bondade e amor.
Apegados ainda à superficialidade dos valores meramente materiais, e sensoriais (todos transitórios) vamos a cada dia RECUSANDO O CONVITE que Deus nos faz através de inúmero portadores da verdade, a fim de que compareçamos à grande festa espiritual da nossa redenção pelo AMOR.

A Providência Divina jamais cessa de enviar à Terra seus emissários, cada um deles encarregados de revelar pouco a pouco uma faceta da verdade que resplandece vitoriosa com a restauração dos ensinos de Jesus através do advento do ESPIRITISMO.

Em toda a história anterior à vinda do Cristo, a Terra foi visitada por mensageiros celestiais que iniciaram o trabalho de sensibilização do homem para o advento da Lei do Amor, personificado em Jesus de Nazaré.
Buda, Confúcio, Lao-Tsé, Parmênides, Pitágoras, Anaximandro, Sócrates, Platão, Aristóteles, Hermes e todos os profetas hebreus que sucederam a Moisés foram esses iniciados que preparam o solo do coração humano para as sementes que Jesus, o divino semeador, viria mais tarde cultivar na aridez de nosso espírito.

Jesus surge fulgurante na noite escura de nossa ignorância trazendo sua claridade solar e transformando o DEUS DO MEDO dos antigos hebreus no DEUS DA ESPERANÇA, ensinando-nos a chamá-lo de PAI NOSSO!

Mas os interesses mundanos que nos dominam a todos que ainda estagiamos nas faixas primárias da compreensão, transformou a mensagem singela da fraternidade pura que o Cristo de Deus nos trouxe em mercadoria de varejo. Vedemos o Cristianismo puro e simples, amoroso e bom em troca de PODER, PRESTÍGIO, FAMA E DOMÍNIO.

A Idade das Trevas trouxe de volta a escuridão ao pensamento. Sem filosofias! Sem poesia! E acima de tudo SEM AMOR! O Cristo de Deus vestiu-se de púrpura e ouro fazendo-se representar pelos sacerdotes romanos de todos os tempos que todo tipo de atrocidade cometeu, mercadejando a mensagem do cordeiro em troca de moedas vis. Jesus teve em nós, milhares de Judas que O traíram fingindo beijar-lhe a face.

O Espiritismo porém aparece em pleno SÉCULO DAS LUZES como facho celestial a romper as trevas. Cumpre ao seu tempo a promessa feita por Jesus de que nos mandaria O CONSOLADOR PROMETIDO.

O ESPÍRITO DA VERDADE,  líder de uma falange de falange de Espíritos Sábios orienta e preside ao estabelecimento do Espiritismo na Terra, e ficará conosco para sempre, conforme prometeu Jesus

O ESPIRITISMO nesse instante assume o seu papel de reviver o Cristianismo em sua feição primitiva e pura. Resgatar os ensinamentos de Jesus que haviam sido esquecidos e, retirando-lhes as alegorias e os detalhes circunstanciais, desnudar lhes a grandeza moral.

A Doutrina dos Espíritos sucede ao Cristianismo, trazendo o DEUS DO 
AMOR E DA RAZÃO que não mais se teme mas no qual se CONFIA porque se pode usar a RAZÃO, a LÓGICA e o BOM SENSO para entender a Sua grandeza sempiterna.

A FÉ recebe alta dos sanatórios. FÉ CEGA nunca mais! Com o Espiritismo a fé passa a ser raciocinada. Volta a liberdade de pensar, de interrogar, de filosofar e de CRER não porque nos mandaram crer, mas porque se EXPERIMENTOU pessoalmente ou usando a razão no encadeamento de nossos achados científicos e filosóficos.

E a VESTE NUPICIAL? Aquela pela qual o convidado imprevidente foi mandado pelo Grande Rei para ser castigado e sofrer... Ela representa o nosso ATRASO ESPIRITUAL. Não estamos todos ainda presos aos ciclos das reencarnações onde há sofrimento, dor, provas e expiações exatamente porque nos deixamos arrastar pelas paixões da matéria?

A VESTE NUPCIAL é exatamente aquela condição em que o homem rende-se à LEI DO AMOR, amor que purifica e nos lava os tecidos sutis do perispírito. Que nos coloca prontos para prestigiar a Grande Festa de Casamento de JESUS com a HUMANIDADE, inaugurando a era nova de PLANETA DE REGENERAÇÃO a que está destinada a nossa amada TERRA.

A roupa adequada para essa festa não se encontra a venda. Não se pode comprá-la, porque não é material, mas fabricada com a substância moral de nossa regeneração, de nossa modificação íntima para o bem.

Enquanto essa mudança não acontecer, estaremos ainda presos às reencarnações expiatórias. E cá entre nós, EU PESSOALMENTE já estou farto desse negócio de sofrimento e dor!

AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO não tem nada a ver com religiosidade, mas com CAPACIDADE INTELECTUAL! Aquele que pensa nas consequências de seu DESAMOR, ORGULHO E EGOÍSMO chega facilmente ä conclusão de que AMAR é preço menor que sofrer.

Usando hoje nossa inteligência somos capazes de nos avaliar e ver claramente quais são nossos pontos fracos que ainda nos prendem ao sofrimento e à dor. 
É por isso que todo CENTRO ESPÍRITA SÉRIO promove em suas fileiras cursos que preconizam o AUTOCONHECIMENTO a fim de patrocinar a nossa MELHORIA MORAL e nos arrancar por nosso próprio esforço das reencarnações expiatórias.

Com a prática do bem, a adesão incondicional à caridade, pouco a pouco vamos eliminando as sujidades que encobrem a nossa VESTE NUPCIAL e substituindo vícios e imperfeições por virtudes, qualidades.

Claro que dá trabalho! Qual das conquistas de sua vida não foi feita com esforço? A compensação desse esforço porém é o fato de que não são conquistas transitórias como um carro importado, uma casa, um título acadêmico, um corpo perfeito ou uma relação afetiva de êxtases! As conquistas morais são para sempre, porque são os únicos bens que você consegue levar deste mundo e trazer para seu uso em vida futura...

Vale refletir na inutilidade e no estrago que nosso ORGULHO e nosso EGOÍSMO tem trazido às nossas vidas e ATRAVÉS DO AMOR aderirmos ao programa de crescimento espiritual traçados por nós por JESUS, o Mestre de nossa vidas, que tem o único objetivo de nos conduzir à FELICIDADE.

Terminamos com as considerações de Allan Kardec, acerca de nosso tema: “Mas não basta ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem tampouco sentar-se à mesa para participar do banquete celeste”. 

“E necessário, antes de tudo, e como condição expressa, vestir a túnica nupcial, ou seja, purificar o coração e praticar a lei segundo o espírito, pois essa lei se encontra inteira nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Mas entre todos os que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que guardam e a aproveitam!”

“Quão poucos se tornam dignos de entrar no Reino dos Céus! Foi por isso que Jesus disse: Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos”.

domingo, 4 de março de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: Cuidar do Corpo e do Espírito

O Homem Vitruviano - desenho de Leonardo Da Vinci


Capítulo 17 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec – Sede Perfeitos – item 11 – Cuidar do Corpo e do Espírito.

A reflexão da noite de hoje é sobre uma mensagem do Espírito Georges, ditada em Paris em 1863 em que se revela a perfeição da Doutrina dos Espíritos quanto às necessidades do homem moderno de todos os tempo, contemplando as questões tanto da vida na dimensão material quanto a vida espiritual.

Argumenta o lúcido mensageiro que o espírito do homem encarnado é como um PRISIONEIRO DA CARNE porque está nesta vida enclausurado em um corpo biológico com especiais necessidades de cuidado a fim de que funcione satisfatoriamente para que possamos cuidar também de nossos interesses de crescimento espiritual.

Nem mortificar o corpo em sacrifícios que nada tem a ver com perfeição, negligenciando suas necessidades e nem viver totalmente devotado a ele, alienando-se do impositivo de nossa educação moral para a vida imortal.

George em sua mensagem assevera que a necessidade de EQUILIBRIO entre essas duas esferas de interesse embora seja evidente e fácil de perceber, nem por isso é fácil.

Nossa natureza ainda primitiva e apaixonada pelos prazeres e gozos que a vida pode oferecer nas esferas da sensorialidade (sexo, paladar, olfato, ext.) muitas vezes nos conduz a imaginar que essas satisfações são as únicas e excelentes na vida humana. Mas isso é um equívoco.

Todos nós já experimentamos prazeres e satisfações que são realizações puras do espírito: a alegria de uma criança, a satisfação de sentir amor legítimo por alguém, o apreço de um amigo, a chegada de um filho, a vitória sobre um vício ou uma imperfeição moral... SÃO PRAZERES DA ALMA que sobrepujam muitas vezes a satisfação corporal de um orgasmo, por exemplo, muitas vezes alcançado em ligações fortuitas que semeiam o desrespeito por onde passamos.

O sexo em si mesmo nada tem de imundo e os sistemas religiosos que apregoam a mortificação do corpo pela abstinência sexual negam a força biológica do corpo e a importância do prazer sexual como fonte de reabastecimento de forças necessárias à vida.

O prazer do paladar e a escolha do alimento pelo gosto de cada um nada tem de condenável, erram também ai os sistemas religiosos que apregoam o jejum e condenam esta ou aquela dieta sem avaliar a alimentação como fonte de manutenção da vida.

O mesmo se dá com o prazer no uso de bebida... O lúcido espírito ANDRÉ LUIZ nos ensina que não há nada de errado com UM BRINDE, mas é claro que um brinde não é uma carraspana! Nesse ponto convergem as religiões que condenam o uso do álcool, não por ser pecaminoso, mas por ser o responsável na Terra por muita infelicidade, morte, mutilações, desagregação de famílias e toda sorte de desgraças.

O que nos prejudica então, e é fácil de perceber, é exatamente o EXAGERO e ABUSO em todas as áreas da satisfação à naturais necessidades do corpo.

A dedicação exagerada do homem moderno ao sexo tem raiz em nosso primarismo e reclama disciplina, austeridade e auto-educação. A necessidade desesperada de sexo foi chamada por Joanna de Angelis (espírito) de “a sede da água do mar” pois quanto mais se tenta saciar essa necessidade mais a sede se multiplica, obrigando o sedento a beber novamente a água que jamais sacia...

Muitos de nós aqui nesta sala já achamos que nossa carência real é SEXUAL e buscamos satisfazê-la em ligações fortuitas ou não, negligenciando a verdadeira carência em nós: A FALTA DE AFETO.

Outros tantos buscamos compensar na mesa (ou em pé no fast food) as nossas frustrações e recalques, sem perceber que também comparece ai a FALTA DE AFETO como desencadeador do vício mórbido da gula, causador de muitas doenças e sofrimento.

AFETO é uma força que não atinge o corpo, por isso não o alcançamos com o sexo, o alimento. AFETO é comida e gozo para a alma. Sim, o ato sexual quando há afeto sacia realmente a necessidade da alma porque atende nosso anseio por alegrias legítimas e duradouras. Sim, comer um delicioso sanduíche em que o afeto é o recheio principal, pode ser a nutrição perfeita para o corpo e para o espírito.

Percebamos que é muito interessante, nunca estamos SÓ COM O CORPO, nem SÓ COM A ALMA. Vivemos num sistema provisório de interdependência em que um e outro se envolvem;

Nunca você conseguirá a plena satisfação de seus sentidos físicos se a ALMA não for contemplada com sua parcela de AFETO. Nunca sua alma estará plena se não for respeitada suas necessidades afins com o corpo biológico.

CORPO e ALMA não estão separados, por isso GEORGES o Espírito autor da página em estudo afirmar que as relações entre o corpo e a alma existem e “reciprocamente necessário, é indispensável cuidar de ambos”.

O Espiritismo como uma proposta de construção intima do HOMEM NOVO, consciente e integrado com as Leis Divinas, oferece diretrizes seguras para nosso equilíbrio: “Amai, pois, a vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que lhe são peculiares por força da própria natureza, é desconhecer as leis de Deus”. Lembra Georges;

Todo ABUSO pois das forças de satisfação são funestas. O abuso do sexo é responsável por muito abandono e feridas emocionais que vitimam milahres de almas equivocadas com o prazer divrociado do respeito. O exagero que conduz ao vício alimentar e às conseqüências orgânicas patológicas na maquina física tanto na compensação da gula da obesidade quanto na perversão da esbelteza nos desatinos da pré-anorexia.

Diz o adágio popular que “A carne é fraca e por isso a ela sucumbimos”. Na verdade o corpo é o ESPELHO DO ESPÍRITO e cada célula de nossa máquina física obedece docilmente ao impositivo DA MENTE que em síntese, é o NOSSO EU REAL. Então não é a carne que é fraca, mas eu e você que somos SEM-VERGONHAS quando não a administramos com amor e respeito ao sagrado destino para qual o CORPO foi projetado.

Não existe este ou aquele CORPO compulsivo sexual, mas um espírito que submete seus equipamentos genitais à tirania do desrespeito e ao egoísmo exclusivista na ânsia se gozar e gozar sem perceber que carece de educação interior.

Você não é seu corpo nem seu corpo é você. Ele é divina concessão da SABEDORIA DE DEUS que lhe empresta como abençoada oficina-escola para a educação de seu Espírito.
Estamos falando isso no campo do sexo e da nutrição, e nem tocamos ainda no assunto dos que submetem seu corpo à tempestades da ira, da mágoa, do ressentimento, do excesso de trabalho.

O dócil e obediente corpo que provoca uma DOR DE CABEÇA como sinal de alerta de nossas emoções descontroladas recebe um CALA BOCA na forma de uma aspirina, por ele não deve nos toldar o tempo com seus caprichos...

O fígado ganha um regulador hepático quando tenta mostrar a você que o ÓDIO e a FALTA DE PERDÃO então destrambelhando seu equilíbrio em ondas de energias a lhe corromper as funções nobres. Ele deve obedecer e aceitar o que você escolher comer e pensar sem reclamar.

Aquela azia e desconforto gástrico são silenciados a custa de anti-ácidos toda vez que seu estômago tenta alertar-lhe de que A VIDA é assunto que você não está digerindo bem. Mas ele também deve calar-se e digerir á força o que você quiser, naturalmente prosseguindo os alertas até a úlcera exigente.

SEU CORPO SÓ TEM UM INIMÍGO, e ele não é um vírus, nem um agrotóxico, nem uma bactérias nem um aditivo químico alimentar... O INIMIGO DE SEU CORPO É SEU ESPÍRITO INDISCIPLINADO!!!

Promover as pazes entre o CORPO e a ALMA é o desafio de todos os tempos, e plenamente e mais do que nunca, ao nosso alcance hoje.

O Espiritismo ensina que a REFORMA ÍNTIMA através do autoconhecimento e da adesão a diretrizes de auto-educação são ferramentas fantásticas de equilíbrio.

No hábito da oração – tão útil para a alma quando a escovação dos dentes é para a saúde bucal – traz para cada um de nós a companhia preciosa dos instrutores espirituais sempre interessados e comprometidos com o nosso crescimento perante a VIDA seja em sua expressão material ou espiritual.

Prossigamos vivendo e usufruindo no corpo os prazeres que a vida material nos prodigaliza e que são nosso direito. Mas que tal acrescentar AMOR na forma de AFETO e EDUCAÇÃO na forma de RESPEITO.

Acrescentemos AFETO POR NÓS MESMOS juntamente com o RESPEITO AOS OUTROS na satisfação de nossas necessidades, cientes de que perante a LEI IMORTAL ninguém lesa o outro sem comprometer-se perante a vida a resgatar a dor e sofrimento provocados.

JESUS nosso Mestre incomparável é para nós modelo incomparável de sobriedade e equilíbrio. Comia quando o corpo tinha sede, bebia quando o corpo tinha fome. Fez de suas forças sexuais um instrumento de trabalho para a redenção da humanidade, conduzindo todo seu erotismo para a Missão de nos deixar a sua mensagem imortal: AMA, disse ele a todos nós! É o amor a sua herança, seu legado e é o AMOR que nos há de levar à felicidade que tanto desejamos.


REFLEXÕES ESPÍRITAS: O Homem no Mundo.


Salvador Dali - Geopoliticus Child Watching the Birth Of A New Man - 1940

Capítulo 17 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec  – Sede Perfeitos – item 10 – O Homem no Mundo.

Nosso tema é uma página de “Um Espírito Protetor” escrita mediunicamente em Bordeaux, 1863. e o nosso objetivo é descobrirmos qual o comportamento ideal para o homem e a mulher no mundo em que vivemos e como podemos conviver com os prazeres e tentações terrenos sem nos deixar dominar por eles.

Todas as oportunidades de convívio entre nossos semelhantes encerram oportunidades de exercitamos o bem. A vida não improvisa, não há encontros casuais. Estamos o tempo todo atraindo para o nosso convívio pessoas que se afinam com a nossa maneira de ser e pensar;
Para nós que nos reunimos neste Chat em nome de Jesus, atitude ideal nos relacionamentos do cotidiano é priorizarmos a humildade e o respeito sem qualquer sentimento inferior em nossos corações.
“Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons espíritos”
Os bons espíritos nos atendem nos atendem as preces quando pedimos com humildade e sinceridade, e quando percebem em nós o propósito de nos melhorar interiormente. Jamais nos atendem porém para satisfazer nossas futilidades.
Ensina o autor da página em estudo que não é preciso que vivamos o tempo todo em prece para recebermos a ajuda da Divina Providência. A nossa ATITUDE de reverência a DEUS pode ser algo que emana do nosso espírito incessantemente. Basta que incorporemos à nossa conduta o AMOR ensinado por Jesus;
“A Providência divina jamais deixa de atender nossas súplicas, desde que partam de um coração sincero e predisposto a evoluir e purificar-se”.
A ligação com o Criador é sempre necessária e salutar. Contudo, não significa vivermos uma vida mística, que nos isole da sociedade em que vivemos. Pelo contrário, quanto mais nos empenhamos no campo da FRATERNIDADE e convívio edificante com o próximo, mais ligados estaremos com Deus. O trabalho útil, a palavra amorosa, o conforto e a solidariedade são formas de prece.
“Deus quer que pensemos Nele, mas cumprindo nossos deveres no mundo, vivendo como devem viver os homens de nossa época”.
Não de vemos absolutamente evitar o contato das pessoas que não pensam como nós. Devemos viver pacificamente com todos, colaborando com o bem estar comum, vivendo o Evangelho sem exigir que os outros nos imitem.
“No mundo, somos chamados a conviver com espíritos de naturezas diferentes e caracteres opostos, que requisitam de nós a compreensão, o respeito e a cooperação”.
Podemos viver no mundo sem pertencer a ele, isto é, sem nos deixar envolver pelos vícios, tentações e prazeres mundanos. Para isso, é necessário que estejamos com o pensamento sincera e constantemente voltado ao Criador que assim nos auxiliará a tomar o caminho certo, nos momentos decisivos.
Podemos viver os prazeres do mundo, pois a condição humana nos permite. O que não devemos é abusas dos prazeres e a eles nos escravizar. Paulo sabiamente afirmou: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. (1 Coríntios 6:12)
Não precisamos viver FANATIZADOS, alienados do mundo e das nossas necessidades de lazer, sexo, conforto e alegrias. É no EXAGERO que reside a nossa viciação e no DESRESPEITO que moram os nosso compromissos cármicos mais dolorosos.
Se tudo nos é permitido pelo livre arbítrio, porém FERIR, MAGOAR, ULTRAJAR E TRAIR nos relacionamentos interpessoais da vida humana é sementeira de complicações que o no futuro nos exigirá colheita e cuidados.
“Não consiste virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem”
Se podemos usufruir dos prazeres do mundo, onde estaria então a perfeição? Na prática da caridade (o amor em ação) junto aos nossos semelhantes, conforme nos ensinou Jesus.
“Fugir do mundo a título de pureza na maioria das vezes, é simples hipocrisia”.
Para o homem e a mulher no mundo, na prática da caridade está o caminho que conduz á perfeição, meta que inevitavelmente todos atingiremos, um dia.
A caridade - entendida como o amor universal no cuidado amoros de uns para com os outros - é obrigação que atinge a todos e não a uma determinada camada social somente.
 “Os deveres da caridade atingem a todos, desde o menor até o maior, porque o cristão existe para servir, independente da posição social que ocupe”.
Não há mérito algum em nos isolarmos do mundo sob a alegação de não querermos contagiar-nos pelos vícios e prazeres terrenos. É exatamente no contato com as facilidades da vida que a religião batizou de TENTAÇÕES que nós vamos nos melhorando.
Resistindo ao arrastamento das nossas más tendências damos mostras a nós mesmos de nosso gabarito para enfrentar o mal que ainda existe em nós.
Natural que procuremos as companhias que se nos afinizam com nosso desejo de crescermos espiritualmente, mas evitar o irmão ou irmã que não age conforme nossos padrões morais É FALTA DE CARIDADE.
Pensar que somos MELHORES QUE OS OUTROS somente porque hoje o convite de JESUS á renovação espiritual nos toca o coração é pura pretensão. Ainda somos vulneráveis ao chamamento dos vícios e atitudes do passado, e é trabalhando dia a dia que realmente vamos nos diferenciando do HOMEM VELHO que fomos para nos tornarmos homens (e mulheres) de bem, conforme ensina o Evangelho.
É unicamente no contato com os semelhantes, nas lutas mais árduas, que os homens e mulheres encontram no mundo o ensejo de participar da caridade, usufruindo dela ou praticando-a, pois que somos ainda todos necessitados da bondade uns dos outros.
“Aquele pois, que se isola, priva-se voluntariamente do mais precioso meio de aperfeiçoar-se”
Enquanto viver a vida do egoísta, que se isola temendo o perigo, o homem nada progredirá, pois não colabora com o bem geral de todos.
Os vícios, tentações e prazeres do mundo não devem constituir obstáculos para que vivamos bem com os homens e mulheres de nossa época.

Reportando sempre os nossos atos ao Criador, teremos o auxílio e a intuição necessários nos momentos decisivos de nossa vida. O convívio com o semelhante é o meio que Deus nos concede para desenvolver em nós o sentimento de fraternidade e amor ao próximo.
The Three Sphinxes of Bikini (1947)