domingo, 13 de setembro de 2009

REFLEXÕES ESPÍRITAS - Os sãos não precisam de médico.


Tema: Capítulo XXIV de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO de Allan Kardec – A candeia debaixo do alqueire – itens 11 e 12 – OS SÃOS NÃO PRECISAM DE MÉDICO

Fonte: Ante o Divino Médico - em LIVRO DA ESPERANÇA, de autoria de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel - Editora CEC.


“Não são os que gozam de saúde que precisam de médico”.
JESUS - MATEUS, 9: 12.


“Jesus se acercava. principalmente, dos pobres e dos deserdados, porque são os que mais necessitam de consolações; dos cegos dóceis e de boa-fé, porque pedem se -lhes dê a vista e não dos orgulhosos que julgam possuir toda a luz e de nada precisar.”
- Cap. 25, 12.
“Milhões de nós outros, - os espíritos encarnados e desencarnados em serviço na Terra, somos almas enfermas de muitos séculos.” (Emmanuel)

P
or esse motivo os espíritos costumam dizer que a Terra é um grande PLANETA HOSPITAL-ESCOLA em que nossas almas buscam a saúde integral através do aprendizado do equilíbrio.
Vivemos tempos maravilhosos de longevidade em que a medicina descortina novos medicamentos e técnicas variadas a vim de nos prolongar a juventude, a vida do corpo tanto quanto erradica doenças antes impossíveis de serem dominadas.

C
ada vez mais aprendemos no estudo da natureza as incríveis possibilidades de conservarmos a nossa vida biológica, garantindo a saúde do corpo através de nutrição e atividades saudáveis.


A
inda assim somos na Terra milhões de doentes... isso porque a SAÚDE INTEGRAL inclui estarmos em equilíbrio com nossa AFETIVIDADE amando o amor que temos e o que não temos...


SAÚDE
também é vivermos em equilíbrio com a FAMÍLIA que temos e com a que desejaríamos ter...


SAÚDE
é vivem em pleno equilíbrio entre o DINHEIRO que temos e o que não temos.


SAÚDE
é estarmos equilibrados em nosso CAMPO PROFISSIONAL produzindo perante a atividade que ocupamos, em paz com a que desejaríamos ocupar...


SAÚDE
é estar equilibrado também perante o SEXO e o aconchego do envolvimento afetivo que amealhamos para nós sem conflitos com a que fantasiamos necessárias...


SAÚDE
é o equilíbrio da convivialidade na COMUNIDADE em que a vida nos situa sem os atritos da antipatia em frustrações com o meio que sonhamos viver...


F
ica fácil então entender que SAÚDE é um conceito amplo que hoje chamamos de SAÚDE INTEGRAL e que, quando avaliamos todas as suas variáveis nos parece impossível de alcançar na Terra. Eis porque somos milhões de doentes... fustigados por sofres, sofrimentos e carências nesta ou naquela área da vida.


“C
arregando débitos e inibições, contraídos em existências passadas ou adquiridos agora, proclamamos em palavras sentidas que Jesus é o nosso Divino Médico. E basta ligeira reflexão para encontrar no Evangelho a coleção de receitas articuladas por ele, com vistas à terapia da alma.” (Emmanuel)


D
eus em sua Misericórdia infinita apiedado de nossa miséria espiritual enviou à Terra seu Filho Bem amado que também é conhecido como O MÉDICO DAS ALMAS a fim de que nos socorresse em nossa precária saúde espiritual...


Jesus
trouxe para nós todo um programa de SAÚDE DO ESPÍRITO e o seu Evangelho é sublime repertório de diretrizes e consolações para os males de nossa vida, conforme afirma o benfeitor Emmanuel: “Todas as indicações do sublime formulário primam pela segurança e concisão.”


– EGOISMO:
DOENÇA DA ALMA QUE NOS IMPEDE DE VIVER A FRATERNIDADE PURA...

“Nas perturbações do egoísmo: “faze aos outros o que desejas que os outros te façam.” - (Emmanuel)

– CÓLERA:
CRISE DE ANIMALIDADE E VIOLÊNCIA QUE NOS CEGA ATIRANDO-NOS AO ABISMO DO ISOLAMENTO...


“N
as convulsões da cólera: “na paciência possuirás a ti mesmo.” - (Emmanuel)


- REVOLTA:
ACHAQUE DO ORGULHO E PRETENSÃO DE FAMSO MERECIMENTO QUE NOS ROUBA A CONQUISTA DA HUMILDADE...


N
os acessos de revolta: “humilha-te e serás exaltado.” (Emmanuel) -


- VAIDADE:
DEMÊNCIA DO SENSO DE REALIDADE EM QUE NOS ILUDIMOS SER O QUE NÃO SOMOS DESVIADOS DA REALIDADE BOA E SMPLES.


“N
a paranóia da vaidade: “não entrarás no Reino do Céu sem a simplicidade de uma criança .” - (Emmanuel)


- DISSIMULAÇÃO:
MOLÉSTIA DO CARÁTER QUE AFASTA-NOS DO APRENDIZADO ROUBANDO-NOS O PRESENTE PELO MEDO E ANSIEDADE DE SERMOS DESCOBERTOs TAIS QUAIS SOMOS...


“N
a paralisia de espírito por falsa virtude “se aspiras a ser o maior, sê no mundo o servo de todos.” - (Emmanuel)


- ÓDIO:
CÂNCER DO AFETO QUE SUFOCA AS CÉLULAS BENIGNAS DO AMOR INTOXICANDO AS RELAÇÕES NO PATROCÍNIO DA SOLIDÃO...


“N
os quistos mentais do ódio: “ama os teus inimigos.” - (Emmanuel)


IGNORÂNCIA:
METÁSTASE DA PREGUIÇA E DO COMODISMO QUE ROUBA DA CRIATURA O PRAZER DE APRENDER E CRESCER PARA VIVER MAIS E MELHOR.


“N
os delírios da ignorância: “aprende com a verdade e a verdade te libertará.”- (Emmanuel)


OFENSA:
TRANSTORNO DA COMPREENSÃO QUE CRONICIFICA A VIOLÊNCIA NAS LOUCURAS DA VINGANÇA.


“N
as dores por ofensas recebidas: “perdoa setenta vezes sete.” - (Emmanuel)
DESESPERO: ENTORPECIMENTO DA CONFIANÇA NA JUSTIÇA E SOLICITUDE DIVINAS QUE AMPARAM E CONSOLAM A NOSSA VIDA EM CADA LANCE, DANDO A CADA UM CONFORME AS SUAS OBRAS.

“N
os desesperos provocados por alheias violências: “ora pelos que te perseguem e caluniam.” - (Emmanuel)


INCERTEZA:
SÍNDROME DA CARÊNCIA DE FÉ NA DIVINA PROVIDÊNCIA QUE FAZ O FILHO DE DEUS AGIR NO MUNDO COMO SE NÃO TIVESSE UM PAI CELESTIAL.


“N
as crises de incerteza, quanto à direção espiritual: “se queres vir após mim, nega a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-me.”- (Emmanuel)


E
is então a boa notícia: JESUS, O DIVINO MÉDICO DAS ALMAS VEIO À TERRA POR

TODOS NÓS:
“Nós, as consciências que nos reconhecemos endividadas, regozijamo-nos com a declaração consoladora do Cristo: - “Não são os que gozam de saúde os que precisam de médico.” - (Emmanuel)


E
se não somos capazes de guardar todos esses sagrados remédios ao alcance da nossa alma em cada lance de nossa existências lembremos que JESUS no deixou porém o CURA TUDO DA ALMA, aquele medicamento universal capaz de erradicar todas as dores, suavizar todos os sofrimentos, devolver-nos a saúde suficiente para prosseguirmos a nossa jornada... ESSE REMÉDIO É O AMOR!


AMAI-VOS UNS AOS OUTROS
receitou o sábio doutor Jesus. Mas é importante que saibamos que NEHUMA DOENÇA PODE SER CURADA SE INSISTIRMOS EM MANTER A RECEITA
NO BOLSO SEM INGERIRMOS AS DOSES NECESSÁRIAS DO REMÉDICO CURATIVO...


É
necessário que façamos uso PROFILÁTICO desse elixir – O AMOR – diariamente, sem limites de dosagem... Agora mesmo há sob nosso teto alguém a quem o nosso amor pode fazer grande diferença...


E
m todos os instantes o AMOR é remédio aplicável, até mesmo na solidão podemos fazer uso dele, elevando a DEUS uma prece por aqueles que amamos ou por aqueles que ainda não aprendemos a amar.


N
o trabalho O AMOR dulcifica as relações e potencializa a afetividade...


N
a família O AMOR cauteriza feridas e promove o bem estar...


N
a sociedade O AMOR estabelece laços de fraternidade entre desconhecidos ampliando os tesouros do afeto...


SEMPRE O AMOR A NOS CURAR... SEMPRE O AMOR COMO SOLUÇÃO.


P
ara finalizar examinemos este parágrafo do benfeitor Emmanuel:


“S
im, somos espíritos enfermos com ficha especificada nos gabinetes de tratamento, instalados nas Esferas Superiores, dos quais instrutores e benfeitores da Vida Maior nos acompanham e analisam ações e reações, mas é preciso considerar que o facultativo, mesmo sendo Nosso Senhor Jesus Cristo, não pode salvar o doente e nem auxiliá-lo de todo, se o doente persiste em fugir do remédio.” - (Emmanuel)


Texto sob reflexão:
Ante o Divino Médico
“Não são os que gozam de saúde que precisam de médico”. JESUS - MATEUS, 9: 12.
“Jesus se acercava. principalmente, dos pobres e das deserdados, porque são os que mais necessitam de consolações; dos cegos dóceis e de boa-fé, porque pedem se -lhes dê a vista e não dos orgulhosos que julgam possuir toda a luz e de nada precisar.” - Cap. 25, 12.
Milhões de nós outros, - os espíritos encarnados e desencarnados em serviço na Terra, somos almas enfermas de muitos séculos. Carregando débitos e inibições, contraídos em existências passadas ou adquiridos agora, proclamamos em palavras sentidas que Jesus é o nosso Divino Médico.

E basta ligeira reflexão para encontrar no Evangelho a coleção de receitas articuladas por ele, com vistas à terapia da alma.
Todas as indicações do sublime formulário primam pela segurança e concisão.

Nas perturbações do egoísmo: “faze aos outros o que desejas que os outros te façam.”


Nas convulsões da cólera: “na paciência possuirás a ti mesmo.”

Nos acessos de revolta: “humilha-te e serás exaltado.”

Na paranóia da vaidade: “não entrarás no Reino do Céu sem a simplicidade de uma criança.”


Na paralisia de espírito por falsa virtude “se aspiras a ser o maior, sê no mundo o servo de todos.”

Nos quistos mentais do ódio: “ama os teus inimigos.”


Nos delírios da ignorância: “aprende com a verdade e a verdade te libertará.”


Nas dores por ofensas recebidas: “perdoa setenta vezes sete.”


Nos desesperos provocados por alheias violências: “ora pelos que te perseguem e caluniam.”


Nas crises de incerteza, quanto à direção espiritual: “se queres vir após mim, nega a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-me.”


Nós, as consciências que nos reconhecemos endividadas, regozijamo-nos com a declaração consoladora do Cristo:


- “Não são os que gozam de saúde os que precisam de médico.”


Sim, somos espíritos enfermos com ficha especificada nos gabinetes de tratamento, instalados nas Esferas Superiores, dos quais instrutores e benfeitores da Vida Maior nos acompanham e analisam ações e reações, mas é preciso considerar que o facultativo, mesmo sendo Nosso Senhor Jesus Cristo, não pode salvar o doente e nem auxiliá-lo de todo, se o doente persiste em fugir do remédio.


Ante o Divino Médico - de: LIVRO DA ESPERANÇA, de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel.

REFLEXÕES ESPÍRITAS - A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE – PORQUE JESUS FALAVA POR PARÁBOLAS



TEMA: O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, de Allan Kardec – A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE – PORQUE JESUS FALAVA POR PARÁBOLAS – Capítulo XXIV – itens 1 a 7





JESUS
com a máxima “Não coloqueis a candeia sob o alqueire mas no velador” faz alusão a nossa obrigação de sermos divulgadores do bem e da verdade, não ocultando os benefícios que os conhecimentos espirituais já nos trazem à existência.


A
melhor DIVULGAÇÃO que possamos oferecer aos semelhantes da mudança que o ESPIRITISMO e o EVANGELHO provocam em nossas vidas, não vem das palavras fáceis que despejamos... mas sim da ATITUDE RENOVADA PELO BEM que saibamos demonstrar em cada gesto, em cada ação.


ELEVAR A CANDEIA
é exatamente usar o nosso melhor a cada dia, fazendo com que nossa conduta reta, pensar reto, agir retamente, faça modificações ao nosso redor, EXEMPLIFICANDO na prática o que já sabemos.
Muitas vezes nós espíritas confundimos ESPIRITUALIZAÇÃO com doutrinação que aborrece, com verborragia improdutiva ou pregação desrespeitosa. Uma das características do ESPIRITISMO é exatamente a de que ele é UNIVERSALISTA, capaz de abraçar todos os povos, crenças e sentimentos religiosos sob os seus postulados de renovação para a vida imortal.

É
por isso que nos ambientes espíritas encontramos pessoas de todos os credos e religiões, que embora nos diferenciemos num e noutro postulado, se reunem sob o imperativo do BEM e da Regra Áurea de todos os tempos, sintetizada por Jesus no mandamento: Amai-vos uns aos outros!


E
m seu tempo JESUS, o pedagogo excelente utilizava-se do recurso da parábola a fim de transmitir seus ensinamentos espirituais aos homens. Quando falava ao pescador, falava do mar e dos peixes, ao lavrados da Semente e da vinha, ao homem comum da moeda perdia e do credor... Para cada um tinha o recurso adequado a fim de gravar indelevelmente nas almas os seus ensinamentos.


S
e o primeiro significado de cada parábola aprecia evidente, à medida que o homem se aprofunda em maturidade, ele apreende novas nuanças e matizes dessas realidades, e hoje temos estudos de psicologia profunda baseados nessas parábolas que revelam a cada faixa de entendimento algo de útil e bom.


E
lucida Allan Kardec: “Jesus só se exprimiu em parábolas sobre as questões, de alguma maneira abstrata, da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade e da humildade a condição expressa da salvação, tudo o que disse a esse respeito é perfeitamente claro, explícito e sem nenhuma ambigüidade. Assim, devia ser, porque se tratava de regra de conduta, regra que todos deviam compreender, para poderem observar”


“O
Espiritismo vem atualmente lançar a sua luz sobre uma porção de pontos obscuros, mas não o faz inconsideravelmente. Os Espíritos procedem, nas suas instruções, com admirável prudência. É sucessiva e gradualmente que eles têm abordado as diversas partes já conhecidas da doutrina, e é assim que as demais partes serão reveladas no futuro, à medida que chegue o momento de fazê-las sair da obscuridade”. Continua ensinando Allan Kardec no trecho em análise.


P
ercebemos assim que nossa compreensão da espiritualidade também evolui com o tempo e o desenvolvimento da razão e dos sentimentos. Assim, DEUS em sua sabedoria infinita nos possibilita conforme nosso grau de entendimento aprender algo de bom que nos eleve na escala evolutiva, cada vez mais conquistando sabedoria e amor – as duas asas que nos levarão à perfeição.


A
Doutrina Espírita – diz Kardec – propõe a “Pedagogia da Maturidade” reconhecendo em cada homem e mulher um ser divino em idade espiritual específica e que requer conhecimentos e exercícios peculiares à sua capacidade de compreensão. A Providência Divina em seus perfeitos mecanismos de ação encarrega-se de possibilitar a cada um o “mal e o remédio” adequados para seu crescimento, suprindo as necessidades espirituais de todos conforme seu adiantamento.


“A
s gerações passam também pela infância, pela juventude e pela madureza. Cada coisa deve vir a seu tempo, pois a sementeira lançada a terra, fora de tempo, não produz. Mas aquilo que a prudência manda calar momentaneamente, cedo ou tarde deve ser descoberto, porque chegando a certo grau de desenvolvimento, os homens procuram por si mesmos a luz viva; a obscuridade lhes pesa” - assim, a Doutrina dos Espíritos tem se revelado progressiva, descortinando conhecimentos na medida de nossa capacidade de apreensão.


T
razendo essas considerações para nosso cotidiano, podemos nos situar exatamente na condição daqueles que já entenderam a teoria da proposta do Cristo Jesus – AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – mas nos demoramos timidamente na simples apreciação da beleza e perfeição desse princípio sem a coragem necessária para colocá-lo em PRÁTICA!
COLOCAR A LEI DO AMOR EM PRÁTICA custa muito caro ao espírito, porque ele precisa se desvencilhar de pesados fardos a que se apega, preservando em sua bagagem pesos inúteis que o bom sendo já demonstra que devem ser descartados: EGOISMO, ORGULHO, VAIDADE...

O
s grandes adversários da LUZ DO CONHECIMENTO ESPIRITUAL APLICADO são esses comparsas, responsáveis pelo atraso da humanidade na violência, no crime, na indiferença, na guerra e no desamor.


É
preciso então que para que façamos brilhar a LUZ DA VERDADE o mais alto possível em nossas vidas, clareando ao nosso redor, façamos primeiramente LUZ INTERIOR, dissipando as trevas da ignorância desses monstros (EGOISMO, ORGULHO, VAIDADE) fazendo claridade...

D
e início tímida e vacilante, mas com o combustível da boa vontade e do desejo de progresso, em breve um clarão irradiante de amor.


A
bandonar o orgulho humano, aquele que não “leva desaforo pra casa” é um ato de coragem admirável. O mundo cobra em seus valores perecíveis e transitórios que tenhamos sucesso, que sejamos arrogantes, que enfrentemos a “batalha da vida” como guerreiros vulgares que se matam uns aos outros na busca de brilhos ilusórios.


O
AMOR e a CARIDADE, porém, acendem luz imortal, não no sucesso transitório e efêmero da terra, mas na conquista de AFETO IMORTAL para nossa alma que viverá para sempre, mostrando que o gesto de humildade de hoje é o tesouro de alegrias do futuro, aquele que “o ladrão não consegue roubar...”


D
estruir o EGOÍSMO em nós é a real valentia de espírito, porque a sociedade enlouquecida nos ensina a CUIDAR PRIMEIRO DE NOSSOS INTERESSES PESSOAIS e nos esquecermos dos outros... Já a lição do Cristo é inequívoca: Ele ensina que devemos dar de nós mesmos até o que nos faça falta em favor do semelhante, reconhecendo em cada irmão a presença de DEUS a ser reverenciado e amado através da FRATERNIDADE PURA.


O ESPIRITISMO
para erradicação do EGOÍSMO em nós oferece em suas frentes de trabalhos diversas atividades altruísticas que com um bocado de boa vontade fazem germinar a generosidade em nós s
ão creches a procura de educadores, asilos esperando a moeda e o remédio, instituições carentes de operosidade e Grupos de uma diversidade sem fim de gêneros que se dedicam à alegria pura de amar, servir, consolar e ensinar para transformar a Terra no Lar-Escola abençoado de nossa redenção.

D
ominar a VAIDADE que carregamos no desejo de parecermos ser melhores do que somos, de ostentar qualidades que não possuímos ou poderes ainda não conquistados é um grande passo na direção do AMOR VIVENCIADO... porque despreocupados da aparência social e satisfeitos com o que REALEMNTE SOMOS criamos um espaço de LIBERDADE E PRAZER de amar sem medo e vergonha que nunca sentimos antes.


É
que a VAIDADE nos deixa sempre dependente das opiniões alheias, esmolando aprovação e elogios, consideração e apreço que estão distantes de serem reais, pois são frutos do artificialismo de nossos enganos... Sendo você mesmo como é, autêntico em suas possibilidades e desejos de perfeição, um horizonte de progresso para a alma se descortina revelando a nós mesmos que somo BELAS CRIATURAS FILHAS DE DEUS e por isso mesmo dignas de nosso mais legítimo AUTO-AMOR.


N
ão nos faltam convites à semeadura do bem em nós mesmos, à prática legítima do amor que somente admiramos na teoria... Vamos à luta. Dentro de casa tantas vezes há alguém carente de sua compreensão. Sedento da água viva de sua amizade. Faminto de Perdão. Doente de abandono ou desprotegido pela inexperiência. EXEMPLIFIQUEMOS O BEM AMANDO O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO QUE NOS DIVIDE O TETO E A EXISTÊNCIA.


U
m dia, o milagre do amor que praticamos hoje – inicialmente tímido e indeciso, mais tarde desinteressado e altruístico – mais tarde se revelará para nossa surpresa a fonte perene de felicidade, iluminando a todos os que amamos pelos milagres da LUZ DO CRISTO que saibamos irradiar de nossos corações.


A
inda hoje, olhe ao redor, há algo a fazer, há um coração que precisa de nós, um telefone, uma mensagem, um gesto pode significar uma fagulha de luz na treva de solidão de uma alma...

F
açamos o bem e o bem nos fará muito bem.


Trechos em estudo de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO:


1 –
Nem os que acendem uma luzerna a metem debaixo do alqueire, mas põem-na sobre o candeeiro, a fim de que ela dê luz a todos os que estão na casa. (Mateus, V: 15).

2 –
Ninguém, pois, acende uma luzerna e a cobre com alguma vasilha, ou a põe debaixo da cama; põe-na, sim, sobre um candeeiro, para que vejam a luz os que entram. Porque não há coisa encoberta, que não haja de ser manifestada; nem escondida, que não haja de saber-se e fazer-se pública. (Lucas, VIII: 16-17).

3 –
E chegando-se a ele os discípulos lhe disseram: Por que razão lhes falas tu por parábola? Ele, respondendo, lhes disse: Porque a vós outro vos é dado saber os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é concedido. Porque ao que tem, se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Vós ouvireis com os ouvidos, e não escutareis; e olhareis com os olhos, e não vereis. Porque o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos, e eles fecharam os seus olhos; para não suceder que vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e entendam no coração, e se convertam, e eu os sare. (Mateus, XIII: 10-15)

4 –
Causa estranheza ouvir Jesus dizer que não se deve por a luz debaixo do alqueire, ao mesmo tempo em que esconde a toda hora o sentido das suas palavras sob o véu da alegoria, que nem todos podem compreender. Ele se explica, entretanto, dizendo aos apóstolos: Eu lhes falo em parábolas, porque eles não estão em condições de compreender certas coisas; eles vêem, olham, ouvem e não compreendem; assim, dizer-lhes tudo, ao menos agora seria inútil; mas a vós o digo, porque já vos é dado compreender esses mistérios. Ele procedia, portanto, para com o povo, como se faz com as crianças, cujas idéias ainda não se encontram desenvolvidas. Dessa maneira, indica-nos o verdadeiro sentido da máxima: “Não se deve por a candeia debaixo do alqueire, mas sobre o candeeiro, a fim de que todos os que entram possam vê-la”. Ela não diz que tenhamos de revelar inconsideravelmente todas as coisas, pois, todo ensinamento deve ser proporcional à inteligência de quem o recebe, e porque há pessoas que uma luz muito viva pode ofuscar sem esclarecer.
Acontece com os homens, em geral, o mesmo que com os indivíduos. As gerações passam também pela infância, pela juventude e pela madureza. Cada coisa deve vir a seu tempo, pois a sementeira lançada a terra, fora de tempo, não produz. Mas aquilo que a prudência manda calar momentaneamente, cedo ou tarde deve ser descoberto, porque chegando a certo grau de desenvolvimento, os homens procuram por si mesmos a luz viva; a obscuridade lhes pesa. Como Deus lhes deu a inteligência para compreenderem e se guiarem, entre as coisas da Terra e do céu, eles querem racionalizar a sua fé. É então que não se deve por a candeia debaixo do alqueire, pois sem a luz da razão, a fé se enfraquece. (Ver cap. XIX, nº 7).
5 –
Se a Providência, portanto, na sua prudente sabedoria, não revela a verdade senão gradualmente, é que a vai sempre desvelando, à medida que a Humanidade amadurece para recebê-la. Ela mantém a luz em reserva, e não debaixo do alqueire. Mas os homens que a possuem, em geral, só a ocultam do vulgo com a intenção de dominá-lo. São esses os que põem verdadeiramente a luz debaixo do alqueire. É assim que todas as religiões sempre tiveram os seus mistérios, cujo exame proíbem. Mas enquanto essas religiões se atrasavam, a ciência e a inteligência avançaram e romperam o véu misterioso. O povo que se tornou adulto pode assim penetrar o fundo das coisas, e então rejeitou na sua fé o que se mostrava contrário à observação.
Não podem substituir mistérios absolutos nesse terreno, e Jesus está com a razão quando afirma que não há nada secreto que não deva ser conhecido. Tudo o que está oculto será descoberto um dia, e o que o homem ainda não pode compreender sobre a Terra, lhe será progressivamente revelado nos mundos mais adiantados, na proporção em que ele se purificar. Aqui na Terra, ainda se perde no nevoeiro.
6 –
Pergunta-se que proveito o povo poderia tirar dessa infinidade de parábolas,cujo sentido estava oculto para ele. Deve notar-se que Jesus só se exprimiu em parábolas sobre as questões, de alguma maneira abstrata, da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade e da humildade a condição expressa da salvação, tudo o que disse a esse respeito é perfeitamente claro, explícito e sem nenhuma ambigüidade. Assim, devia ser, porque se tratava de regra de conduta, regra que todos deviam compreender, para poderem observar. Era isso o essencial para a multidão ignorante, à qual se limitava a dizer: Eis o que é necessário para se ganhar o Reino dos Céus. Sobre outras questões, só desenvolvia os seus pensamentos para os discípulos. Estando eles mais adiantado, moral e intelectualmente, Jesus podia iniciá-los nos princípios mais abstratos. Foi por isso que disse: Ao que já tem, ainda mais se dará, e terá em abundância. (Ver cap. XVIII, nº 15).
Não obstante, mesmo com os apóstolos, tratou de modo vago sobre muitos pontos, cuja inteligência completa estava reservada aos tempos futuros. Foram esses os pontos que deram lugar a diversas interpretações, até que a Ciência, de um lado, e o Espiritismo, de outro, vieram revelar as novas leis da natureza, que tornaram compreensível o seu verdadeiro sentido.
7 –
O Espiritismo vem atualmente lançar a sua luz sobre uma porção de pontos obscuros, mas não o faz inconsideravelmente. Os Espíritos procedem, nas suas instruções, com admirável prudência. É sucessiva e gradualmente que eles têm abordado as diversas partes já conhecidas da doutrina, e é assim que as demais partes serão reveladas no futuro, à medida que chegue o momento de fazê-las sair da obscuridade. Se a houvessem apresentado completa desde o início, ela não teria sido acessível senão a um pequeno número e teria mesmo assustado aqueles que não se achavam preparados, o que seria prejudicial à sua propagação. Se os Espíritos, portanto, ainda não dizem tudo ostensivamente, não é porque a doutrina possua mistérios reservados aos privilegiados, nem que eles ponham a candeia debaixo do alqueire, mas por que cada coisa deve vir no tempo oportuno. Eles dão a cada idéia o tempo de amadurecer e se propagar, antes de apresentarem outra, e aos acontecimentos,o tempo de lhes preparar a aceitação.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

REFLEXÕES ESPÍRITAS – A quem muito foi dado, Muito será pedido



Tema do Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec: Capitulo XVIII Muitos os chamados... item 10 a 12 A quem muito foi dado, Muito será pedido.

Fonte de Estudo: O Capítulo XVII - Sede Perfeitos.

"O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.

M
uitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as conseqüências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza e da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.

S
erá então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encamado.

N
alguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador.

E
sses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.

A
quele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade".

Muitos de nós encaramos o ESPIRITISMO como um pronto socorro. Uma loja de departamentos à disposição de nossos caprichos onde ao troco de algumas poucas práticas obtemos o que desejamos para comodidade de nossas vidas.

A
dentramos às portas da Casa Espírita como o comprador que busca objetos, indiferentes à proposta de modificação moral que QUALQUER RELIGIÃO oferece se encarada com sinceridade em seus princípios básicos.

M
ercadejamos com a VERDADE como se ela fosse simples quinquilharia... Buscamos nos ESPÍRITOS tão somente lacaios que nos sirvam às futilidades, desejosos de resolver nossos problemas com o sacrifício alheio... Para nós, sejam guias ou benfeitores, iluminados ou aprendizes da espiritualidade, o que importa é que os ESPÍRITOS NOS SIRVAM e nos sirvam bem...

Diz Kardec nos texto em estudo: "Os médiuns que obtêm boas comunicações são ainda mais repreesíveis por persistirem no ma, pois escrevem frequentemente a sua prórpia condenação, e se não estivessem cegos pelo orgulho, reconheceriam que os espíritos se dirigem a eles mesmos".

Lembrando esse alerta do insígne Codificador do Espiritismo, destacamos para nossa reflexão uma mensagem recebida por nossas faculdades mediúnicas em sessão pública na Casa Espírita em que servimos, ofertada por um benfeitora espiritual para nossa edificação, intitulando:

ALÍVIO E CURA

É
comum que o ESPIRITISMO, por sua feição de Pronto Socorro Espiritual com capacidades multidisciplinares de atendimento às criaturas, receba às suas portas as mais variadas expressões de necessidades em busca de soluções.

B
usca, a maioria, o alívio das dores que lhe afligem das mais variadas formas.

E
ste, visitado pela perda do ente querido, busca alívio na consolação, através das notícias alvissareiras da imortalidade.

A
quele outro, alcançado pela dor do desequilíbrio no organismo do próprio lar, busca alívio na pacificação interior, com efeito imediato na conquista da harmonia.

O
utro ainda, pede pelo mal do corpo que lhe aflige a saúde, recorrendo às energias refazedoras do passe e da água fluidificada, qual analgésicos instantâneos ao alcance da mão.

P
orém é preciso lembrar que se o ESPIRITISMO realmente oferece alívio a todas as dores do corpo e da alma, em última análise, alívio é muito diferente de cura.

Q
uem cogite adentrar o ESPIRITISMO na orientação kardequiana sem empreender modificação real, visceral e profunda em seu interior, iguala-se ao doente que se ilude alcançar a remissão da dor atroz do corpo à simples leitura da bula do medicamento, sem contudo ingeri-lo.

O ESPIRITISMO está equipado pelo Plano Maior com recursos de consolação e alívio através da boa vontade de seus servidores e das energias canalizadas do Plano Espiritual. Porém o remédio capaz de curar efetivamente aqueles que lhe batem à porta é o EVANGELHO DE JESUS em sua feição de Renovador do Espírito.


S
omente a reforma interior através do auto-enfrentamento sem temor pode ajudar a tornar sã a condição daquele que ressona confortável ainda na infância evolutiva, para assumir desperto a maturidade de alma em reconstrução.

A
té porque, embora entres e saias porta adentro e afora das casas espíritas na condição de buscador de alívio ou simpatizante, a Vida há de lhe renovar sempre o convite para que te aproximes do ESPIRITISMO na condição de servidor.


Algumas perguntas foram a mim sucitadas pelo texto acima a fim de podermos verificar se no esforço de sermos BONS ESPÍRITAS temos conseguido a alegria de nos tornarmos ESPÍRITAS BONS:

1. J
á exemplifico o perdão dentro de casa tanto quanto desejo ser perdoado e respeitado em minhas limitações e deslizes pelos que respiram comigo a atmosfera abençoada do LAR?

2. T
enho demonstrado a indulgência para com os erros alheios, calando a crítica e a acusação, compreendendo que posso resvalar no mesmo tropeço que meu irmão se encontra?

3. Sei praticar a CARIDADE DESINTERESSADA além da oferta de moedas, pão e agasalho... na palavra que auxilia, no exemplo que dignifica, na conduta que educa, no silêncio que perdoa, no gesto que incentiva o bem e, principalmente, na humildade de ser o que sou, buscando melhorar a cada momento?

4. F
alo a VERDADE com brandura medindo a conveniência do que digo, envolvendo as palavras com o clima da misericórdia e gentileza, diferenciando SINCERIDADE de CRUELDADE ou ainda me demoro no pedestal orgulhoso de defensor da REALIDADE DOA A QUEM DOER esquecido de que a VERDADE cruel de mim mesmo também machuca meu coração quando refvelada sem o anestésico da indulgência e o curativo da caridade?

5. F
aço diariamente um exame de consciência antes de dormir a fim de examinas meus pontos falhos, planejar reparações de erros e ofensas e buscar estratégias de comportamento que me ajudem a melhorar ou deito-me tranqüilo no travesseiro da inconseqüência esquecido de que sou ESPIRITO ETERNO nascido para viver e crescer, que dará conta aos maiorais da Vida Espiritual de cada ato em desacordo com as divinas e misericordiosas LEIS DE DEUS?

6. C
omo me saio na equação VERBO de espírita – versus – AÇÃO no bem de todos? Sou daqueles que ainda usam a envilecida técnica do FAZ O QUE EU MANDO MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO em flagrante incoerência com a doutrina transformadora que digo professar?

7. F
aço dos espíritos bondosos meus LACAIOS e MORDOMOS abusando da bondade ou da ignorância desses agentes espirituais para buscar facilidades na vida material e afetiva ou já entendo que os luminares da espiritualidade atuam em meu favor com ensinamentos, inspirações e energias de apoio tão somente nas ocasiões em que com MEU ESFORÇO PRÓPRIO não venço as dificuldades comuns a vida de todos, sem privilégios ou concessões que ainda não mereço?

8. Q
ual a qualidade de minhas preces e orações? Já sei pedir força e coragem para enfrentar a dificuldade ou ainda uso o recurso da oração para NEGOCIAR com DEUS facilidades que não mereço? Já sei usar a PRECE DE GRATIDÃO a Deus, a Jesus ou aos bons espíritos agradecendo até mesmo meus problemas desafios que se apresentam para desenvolvimento das minhas qualidades espirituais ou em minhas orações me demoro na queixa e na reclamação de criança mimada, equivocada quanto ao próprio dever de viver, aprender, lutar e servir?

9. C
ontento-me com o que sou, acomodando-me na poltrona da negligência, acreditando equivocadamente que “pau que nasce torto morre torto” ou experimento diariamente o desconforto de minhas imperfeições, lutando desassombradamente contra elas na ânsia de progredir com a ajuda de DEUS?

10. S
ei usar o SERVIÇO AO PRÓXIMO como ferramenta de educação de minha alma, buscando me superar em servir sem reclamar, sem medir esforço e sem esperar recompensa ou ainda estou na velha pratica do PRIMEIRO EU, SEGUNDO EU, TERCEIRO EU... esquecido de que Jesus me ensinou que “o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida para a redenção de muitos” ?

REFLEXÕES ESPÍRITAS – Conhece-se a árvore pelos frutos


Tema do Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan kardec: Capítulo XXI – Falsos Cristos e falsos profetas – itens 1 a 3 – Conhece-se a árvore pelos frutos.

1 – Porque não é boa a árvore a que dá maus frutos, nem má árvore a que dá bons frutos. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu fruto. Porque nem os homens colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos vindimam uvas. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do mau tesouro tira o mal. Porque, do que está cheio o coração, disso é que fala a boca. (Lucas, VI: 43-45).

2 – Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestidos de ovelhas, e por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura os homens colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos. Toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada no fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus, VII: 15-20).

3 – E
respondendo Jesus, lhes disse: Vede, não vos engane alguém; porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. – E levantar-se-ão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E porquanto multiplicar-se-á a iniqüidade, se resfriará a caridade de muitos. Mas o que perseverar até o fim, esse será salvo. – Então, se alguém vos disser: Olhai, aqui está o Cristo; ou, ei-lo acolá, não lhe deis crédito. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão grandes prodígios, e maravilhas tais, que, se fora possível, até os escolhidos se enganariam. (Mateus, XXIV: 4-5, 11-13, 23-24; Marcos, XIII: 5-6, 21-22)

Conteúdo:


1. C
onhecendo a árvore: - Esperar para conhecer o fruto, a natureza de cada um, cada um dá o que tem.

• S
e temos uma árvore no quintal e não sabemos que vegetal é aquele, basta esperar pelos frutos – ensina o evangelho de Jesus em sua simples e perfeita didática. Se com o crescimento do vegetal nascerem figos temos uma figueira, se nascerem laranjas temos uma laranjeira. Assim como as árvores também nós temos uma natureza íntima, que fala de nós através dos frutos – que são nossos pensamentos, atitudes e ações no mundo em que vivemos.

• S
e esses pensamentos e ações produzem resultados positivos, propiciadores do nosso crescimento e felicidade, sabemos que são pensamentos e ações ligadas ao eterno bem, que devem ser nutridas, repetidas e exercitadas. Se os resultados são ruins, nos causam sofrimento e dor é claro que devem ser podados de nosso comportamento, arrancados de nossa conduta, atirados ao fogo purificador da mudança de atitude.

• T
emos uma natureza intima, uma idade espiritual. Nossa idade espiritual é exatamente a nossa capacidade de agir no bem ou no mal. Os espíritos muito experientes com grande bagagem de vivências, descobriram o bem como ferramenta de evolução, estes já incorporaram o AGIR CORRETAMENTE em sua conduta e suas atitudes apenas produzem bons frutos. Espíritos ainda aprendizes como somos nós – a média dos espíritos encarnados na Terra hoje são primitivos – ainda estamos na infância espiritual, e por isso nossas atitudes ainda produzem os frutos do sofrimento e da dor em nossas vidas. A nossa natureza é a nossa tendência deliberada de fazer o bem ou o mal. É claro que todos nós que estamos reunidos aqui já optamos por fazer do Evangelho de Jesus uma alavanca que nos conduza na direção do nosso bem – que é o bem de todos. Então estamos entre aqueles espíritos que embora primitivos, já desejam a regeneração, logo, os frutos de nossas atitudes são em sua maioria os do espírito arrependido, batalhador, aprendiz da vida, que bisca acertar seu rumo harmonizando-se com a lei de amor.

• R
efletindo sobre isso entendemos a causa de todas as nossas decepções com relação ás pessoas que amamos e aquelas que ainda não aprendemos a amar. CADA UM DÁ O QUE TEM CONFORME A SUA NATUREZA, e é por isso que as pessoas que nos magoam, nada mais podem nos dar... É o que elas possuem. Nós também gostaríamos de amar mais este ou aquele ser em nossas vidas, mas só podemos dar o que temos, fazer o que já aprendemos em nossa idade espiritual. Viver também é exercitar a HUMILDADE pois precisamos diminuir a nossa pretensão e nos aceitar com os limites que temos, com nossas imperfeições e capacidades que refletem o quanto nosso espírito já trabalhou para crescer até hoje. Decepções, Mágoas e Ressentimentos pelas atitudes das outras pessoas espelham apenas que nós esperávamos ouros frutos de árvores ainda despreparadas para produzi-los. Cada um dá o que tem, assim como nós só damos o que temos.

2. O
verbo e a ação: o tesouro do nosso coração e o trabalho dos lábios. • Jesus ensinou que o homem bom tira o bom tesouro, e o homem mau tira o bom tesouro de seus corações... Em seguida ensina Jesus que “A boca fala do que o coração está cheio”, ou seja, que a forma com que tratamos as pessoas, as nossas palavras, espelham a nossa natureza, o celeiro de coisas boas ou ruins que temos em nossos corações. Com nosso desenvolvimento, aprendemos a falsear, a disfarçar, a mentir e dissimular na vida social os nossos reais sentimentos, mas é muito comum que as nossas palavras traiam o que de verdade carregamos na alma, revelando o que somos. Qual o grau de coerência daquilo que falamos com aquilo que fazemos? O quanto o nosso VERBO está em harmonia com a nossa AÇÃO?

• Dizemos que desejamos melhorar... Mas quais são as ações que fizemos hoje para vencer as nossas imperfeições e caminhar na direção da felicidade? Dizemos que queremos amar o próximo, mas qual esforço fizemos hoje para olhar com bons olhos aquele familiar problema, aquele colega incômodo, aquele adversário declarado de nossa paz? Dizemos que nos arrependemos de nossas faltas e deslizes mas quais esforços fizemos hoje para a reparação de nossos erros, mudando de atitude e padrão de conduta? Para que sejamos reconhecidos como aquelas árvores boas que só dão frutas é necessário que harmonizemos o que diz os nossos lábios com os reais sentimentos de nosso coração. • A nossa felicidade, o nosso bem estar, a nossa paz, podem ser planejadas. Talvez os primeiros passos sejam escolher o bem, em seguida identificar o que em nós está em desarmonia com o bem que desejamos, devagar e persistentemente extirpar essas atitudes e pensamentos de nós e finalmente conquistarmos as qualidades que nos falta. É trabalho de tempo, de persistência, de amor e paciência conosco mesmo. Chamamos isso de AUTO-EDUCAÇÃO.

• É claro que vez ou outra os nossos terríveis adversários – ORGULHO, EGOÍSMO E VAIDADE – vão fazer de tudo para sabotar o nosso projeto de felicidade, mas confiantes no amparo espiritual, persistindo, nos levantamos das pequenas queda, recuperamos a força e vamos em frente, porque temos a humildade de errar e prosseguir, fazendo do erro um aprendizado.

3. O
verdadeiro e o falso, o bem e o mal. Usando nossa capacidade de discernimento para crescer.

• Mas como discernir se estamos no caminho certo? Como saber diante de tantos “falsos profetas” dentro de nós que são as nossas atitudes desarmonizadas com as Leis de Deus, quais as melhores atitudes perante a vida?

• O
s Espíritos ensinaram a Allan Kardec em O livro dos Espíritos, que a Lei de Deus está inscrita em nossa consciência. É por isso que temos um sistema íntimo de alerta que nos avisa através de sensações quando estamos agindo de acordo ou contrários à Lei do Pai Celestial. • Quando agimos bem, as nossas sensações são agradáveis, de um bem estar duradouro, que nos recompensa intimamente.

• Q
uanto agimos mal, as nossas sensações são desagradáveis, causam mal estar e nos fazem sentir algo como culpa ou remorso, nos perturbando intimamente

• O
BEM e o MAL são forças que identificamos claramente dentro de nós, capazes de nos ajudar em cada lance da vida se estamos semeando o BOM FRUTO ou o MAL FRUTO na árvore de nossa existência.

4. Os frutos do Evangelho de Jesus: a imensa alegria de amar.

• E
m seu evangelho Jesus ensina que o vegetal imprestável para produzir bons frutos deve ser atirado ao fogo, ao menos para ter a utilidade de produzir calor.

• N
ós – graças a Deus – não somos vegetais, somos pessoas com vontade própria e uma incrível capacidade de mudança.

• S
e numa auto-análise destemida verificamos que nossas atitudes provocam dor e sofrimento, temos inteligência e livre-arbítrio em nossa vida para mudar e continuar nossa jornada sem lamentação ou culpa. Isso é agir com responsabilidade. Responsabilidade é sempre diferente de culpa. Enquanto a culpa te coloca na lamentação e na queixa, na lágrima e no arrependimento congelando suas possibilidade de alterar a realidade, a RESPONSABILIDADE te da mobilidade e capacidade de mudar e prosseguir.

• A
árvore que dá frutos inequívocos de incontáveis benção em nossas vidas é inquestionavelmente o EVANGELHO DE JESUS. Sob o amparo do Evangelho aprendemos com Jesus a Lei de Amor, e quanto amar é bom! Quanta alegria e quanto prazer em gostar das pessoas pelo simples prazer de gostar! O amor é aquela virtude que nos possibilita angariar forças para atingir todos os nossos objetivos, porque ela dá acesso ao amparo espiritual pelo bem que façamos ao próximo como a nós mesmos.

• I
mitemos Jesus, tiremos de nossos corações o bom tesouro ofertando ao nosso semelhante o que de melhor temos, perseverando no bem. E com certeza a árvore de nossas atitudes revelará a sua natureza divina, recompensando-nos com os frutos da alegria, da paz e da harmonia,que tanto desejamos e merecemos.