domingo, 4 de março de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: O Homem no Mundo.


Salvador Dali - Geopoliticus Child Watching the Birth Of A New Man - 1940

Capítulo 17 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec  – Sede Perfeitos – item 10 – O Homem no Mundo.

Nosso tema é uma página de “Um Espírito Protetor” escrita mediunicamente em Bordeaux, 1863. e o nosso objetivo é descobrirmos qual o comportamento ideal para o homem e a mulher no mundo em que vivemos e como podemos conviver com os prazeres e tentações terrenos sem nos deixar dominar por eles.

Todas as oportunidades de convívio entre nossos semelhantes encerram oportunidades de exercitamos o bem. A vida não improvisa, não há encontros casuais. Estamos o tempo todo atraindo para o nosso convívio pessoas que se afinam com a nossa maneira de ser e pensar;
Para nós que nos reunimos neste Chat em nome de Jesus, atitude ideal nos relacionamentos do cotidiano é priorizarmos a humildade e o respeito sem qualquer sentimento inferior em nossos corações.
“Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons espíritos”
Os bons espíritos nos atendem nos atendem as preces quando pedimos com humildade e sinceridade, e quando percebem em nós o propósito de nos melhorar interiormente. Jamais nos atendem porém para satisfazer nossas futilidades.
Ensina o autor da página em estudo que não é preciso que vivamos o tempo todo em prece para recebermos a ajuda da Divina Providência. A nossa ATITUDE de reverência a DEUS pode ser algo que emana do nosso espírito incessantemente. Basta que incorporemos à nossa conduta o AMOR ensinado por Jesus;
“A Providência divina jamais deixa de atender nossas súplicas, desde que partam de um coração sincero e predisposto a evoluir e purificar-se”.
A ligação com o Criador é sempre necessária e salutar. Contudo, não significa vivermos uma vida mística, que nos isole da sociedade em que vivemos. Pelo contrário, quanto mais nos empenhamos no campo da FRATERNIDADE e convívio edificante com o próximo, mais ligados estaremos com Deus. O trabalho útil, a palavra amorosa, o conforto e a solidariedade são formas de prece.
“Deus quer que pensemos Nele, mas cumprindo nossos deveres no mundo, vivendo como devem viver os homens de nossa época”.
Não de vemos absolutamente evitar o contato das pessoas que não pensam como nós. Devemos viver pacificamente com todos, colaborando com o bem estar comum, vivendo o Evangelho sem exigir que os outros nos imitem.
“No mundo, somos chamados a conviver com espíritos de naturezas diferentes e caracteres opostos, que requisitam de nós a compreensão, o respeito e a cooperação”.
Podemos viver no mundo sem pertencer a ele, isto é, sem nos deixar envolver pelos vícios, tentações e prazeres mundanos. Para isso, é necessário que estejamos com o pensamento sincera e constantemente voltado ao Criador que assim nos auxiliará a tomar o caminho certo, nos momentos decisivos.
Podemos viver os prazeres do mundo, pois a condição humana nos permite. O que não devemos é abusas dos prazeres e a eles nos escravizar. Paulo sabiamente afirmou: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. (1 Coríntios 6:12)
Não precisamos viver FANATIZADOS, alienados do mundo e das nossas necessidades de lazer, sexo, conforto e alegrias. É no EXAGERO que reside a nossa viciação e no DESRESPEITO que moram os nosso compromissos cármicos mais dolorosos.
Se tudo nos é permitido pelo livre arbítrio, porém FERIR, MAGOAR, ULTRAJAR E TRAIR nos relacionamentos interpessoais da vida humana é sementeira de complicações que o no futuro nos exigirá colheita e cuidados.
“Não consiste virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem”
Se podemos usufruir dos prazeres do mundo, onde estaria então a perfeição? Na prática da caridade (o amor em ação) junto aos nossos semelhantes, conforme nos ensinou Jesus.
“Fugir do mundo a título de pureza na maioria das vezes, é simples hipocrisia”.
Para o homem e a mulher no mundo, na prática da caridade está o caminho que conduz á perfeição, meta que inevitavelmente todos atingiremos, um dia.
A caridade - entendida como o amor universal no cuidado amoros de uns para com os outros - é obrigação que atinge a todos e não a uma determinada camada social somente.
 “Os deveres da caridade atingem a todos, desde o menor até o maior, porque o cristão existe para servir, independente da posição social que ocupe”.
Não há mérito algum em nos isolarmos do mundo sob a alegação de não querermos contagiar-nos pelos vícios e prazeres terrenos. É exatamente no contato com as facilidades da vida que a religião batizou de TENTAÇÕES que nós vamos nos melhorando.
Resistindo ao arrastamento das nossas más tendências damos mostras a nós mesmos de nosso gabarito para enfrentar o mal que ainda existe em nós.
Natural que procuremos as companhias que se nos afinizam com nosso desejo de crescermos espiritualmente, mas evitar o irmão ou irmã que não age conforme nossos padrões morais É FALTA DE CARIDADE.
Pensar que somos MELHORES QUE OS OUTROS somente porque hoje o convite de JESUS á renovação espiritual nos toca o coração é pura pretensão. Ainda somos vulneráveis ao chamamento dos vícios e atitudes do passado, e é trabalhando dia a dia que realmente vamos nos diferenciando do HOMEM VELHO que fomos para nos tornarmos homens (e mulheres) de bem, conforme ensina o Evangelho.
É unicamente no contato com os semelhantes, nas lutas mais árduas, que os homens e mulheres encontram no mundo o ensejo de participar da caridade, usufruindo dela ou praticando-a, pois que somos ainda todos necessitados da bondade uns dos outros.
“Aquele pois, que se isola, priva-se voluntariamente do mais precioso meio de aperfeiçoar-se”
Enquanto viver a vida do egoísta, que se isola temendo o perigo, o homem nada progredirá, pois não colabora com o bem geral de todos.
Os vícios, tentações e prazeres do mundo não devem constituir obstáculos para que vivamos bem com os homens e mulheres de nossa época.

Reportando sempre os nossos atos ao Criador, teremos o auxílio e a intuição necessários nos momentos decisivos de nossa vida. O convívio com o semelhante é o meio que Deus nos concede para desenvolver em nós o sentimento de fraternidade e amor ao próximo.
The Three Sphinxes of Bikini (1947)
 

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