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segunda-feira, 12 de março de 2012

RFLEXÕES ESPÍRITAS: A Parábola das Bodas



Capítulo 18 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec – Muitos os chamados e poucos os escolhidos. Itens 1 e 2 – Parábola da Festa de Núpcias (ou Parábola das Bodas).



Nossa reflexão de hoje examina à luz da Doutrina Espírita a PARÁBOLA DAS BODAS narrada pelo Evangelista Mateus em seu Evangelho, capítulo 22 versículos 1 a 4.

A Parábola das Bodas parece uma história fantástica, bem ao gosto da cultura oriental, ela narra o casamento de um príncipe para o qual o Grande Rei prepara uma festa suntuosa despachando seus emissários para buscar os convidados. Alguns dos servos apanharam, outros morreram e ninguém aceitou ao convite. Finalmente, o rei manda que fossem às ruas buscar todos os que encontrassem, bons e maus, para a festa. Entre os que compareceram porém um se achava sem a VESTE NUPCIAL (roupa adequada) e ordenou o rei que lhe jogassem onde há trevas e ranger de dentes, porque MUITOS SÁO OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS.

A história parece um enigma a princípio, mas ela simboliza a relação de DEUS (o Grande Rei) com a TERRA (o seu Reino). A humanidade são os convidados. O NOIVO  é Jesus... Seus emissários são os profetas e missionários que pagaram com a vida sua tarefa de convidar os homens para a Verdade Imortal que traria Jesus com a boa nova da LEI DE AMOR.

MUITOS SÁO CHAMADOS MAS POUCOS OS ESCOLHIDOS representa exatamente a nossa postura de adiar a nossa adesão à verdade espiritual. Todos somos convocados diariamente ao testemunho de nossa FÉ NO BEM perante os desafios da vida para que nos comportemos com ética, bondade e amor.
Apegados ainda à superficialidade dos valores meramente materiais, e sensoriais (todos transitórios) vamos a cada dia RECUSANDO O CONVITE que Deus nos faz através de inúmero portadores da verdade, a fim de que compareçamos à grande festa espiritual da nossa redenção pelo AMOR.

A Providência Divina jamais cessa de enviar à Terra seus emissários, cada um deles encarregados de revelar pouco a pouco uma faceta da verdade que resplandece vitoriosa com a restauração dos ensinos de Jesus através do advento do ESPIRITISMO.

Em toda a história anterior à vinda do Cristo, a Terra foi visitada por mensageiros celestiais que iniciaram o trabalho de sensibilização do homem para o advento da Lei do Amor, personificado em Jesus de Nazaré.
Buda, Confúcio, Lao-Tsé, Parmênides, Pitágoras, Anaximandro, Sócrates, Platão, Aristóteles, Hermes e todos os profetas hebreus que sucederam a Moisés foram esses iniciados que preparam o solo do coração humano para as sementes que Jesus, o divino semeador, viria mais tarde cultivar na aridez de nosso espírito.

Jesus surge fulgurante na noite escura de nossa ignorância trazendo sua claridade solar e transformando o DEUS DO MEDO dos antigos hebreus no DEUS DA ESPERANÇA, ensinando-nos a chamá-lo de PAI NOSSO!

Mas os interesses mundanos que nos dominam a todos que ainda estagiamos nas faixas primárias da compreensão, transformou a mensagem singela da fraternidade pura que o Cristo de Deus nos trouxe em mercadoria de varejo. Vedemos o Cristianismo puro e simples, amoroso e bom em troca de PODER, PRESTÍGIO, FAMA E DOMÍNIO.

A Idade das Trevas trouxe de volta a escuridão ao pensamento. Sem filosofias! Sem poesia! E acima de tudo SEM AMOR! O Cristo de Deus vestiu-se de púrpura e ouro fazendo-se representar pelos sacerdotes romanos de todos os tempos que todo tipo de atrocidade cometeu, mercadejando a mensagem do cordeiro em troca de moedas vis. Jesus teve em nós, milhares de Judas que O traíram fingindo beijar-lhe a face.

O Espiritismo porém aparece em pleno SÉCULO DAS LUZES como facho celestial a romper as trevas. Cumpre ao seu tempo a promessa feita por Jesus de que nos mandaria O CONSOLADOR PROMETIDO.

O ESPÍRITO DA VERDADE,  líder de uma falange de falange de Espíritos Sábios orienta e preside ao estabelecimento do Espiritismo na Terra, e ficará conosco para sempre, conforme prometeu Jesus

O ESPIRITISMO nesse instante assume o seu papel de reviver o Cristianismo em sua feição primitiva e pura. Resgatar os ensinamentos de Jesus que haviam sido esquecidos e, retirando-lhes as alegorias e os detalhes circunstanciais, desnudar lhes a grandeza moral.

A Doutrina dos Espíritos sucede ao Cristianismo, trazendo o DEUS DO 
AMOR E DA RAZÃO que não mais se teme mas no qual se CONFIA porque se pode usar a RAZÃO, a LÓGICA e o BOM SENSO para entender a Sua grandeza sempiterna.

A FÉ recebe alta dos sanatórios. FÉ CEGA nunca mais! Com o Espiritismo a fé passa a ser raciocinada. Volta a liberdade de pensar, de interrogar, de filosofar e de CRER não porque nos mandaram crer, mas porque se EXPERIMENTOU pessoalmente ou usando a razão no encadeamento de nossos achados científicos e filosóficos.

E a VESTE NUPICIAL? Aquela pela qual o convidado imprevidente foi mandado pelo Grande Rei para ser castigado e sofrer... Ela representa o nosso ATRASO ESPIRITUAL. Não estamos todos ainda presos aos ciclos das reencarnações onde há sofrimento, dor, provas e expiações exatamente porque nos deixamos arrastar pelas paixões da matéria?

A VESTE NUPCIAL é exatamente aquela condição em que o homem rende-se à LEI DO AMOR, amor que purifica e nos lava os tecidos sutis do perispírito. Que nos coloca prontos para prestigiar a Grande Festa de Casamento de JESUS com a HUMANIDADE, inaugurando a era nova de PLANETA DE REGENERAÇÃO a que está destinada a nossa amada TERRA.

A roupa adequada para essa festa não se encontra a venda. Não se pode comprá-la, porque não é material, mas fabricada com a substância moral de nossa regeneração, de nossa modificação íntima para o bem.

Enquanto essa mudança não acontecer, estaremos ainda presos às reencarnações expiatórias. E cá entre nós, EU PESSOALMENTE já estou farto desse negócio de sofrimento e dor!

AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO não tem nada a ver com religiosidade, mas com CAPACIDADE INTELECTUAL! Aquele que pensa nas consequências de seu DESAMOR, ORGULHO E EGOÍSMO chega facilmente ä conclusão de que AMAR é preço menor que sofrer.

Usando hoje nossa inteligência somos capazes de nos avaliar e ver claramente quais são nossos pontos fracos que ainda nos prendem ao sofrimento e à dor. 
É por isso que todo CENTRO ESPÍRITA SÉRIO promove em suas fileiras cursos que preconizam o AUTOCONHECIMENTO a fim de patrocinar a nossa MELHORIA MORAL e nos arrancar por nosso próprio esforço das reencarnações expiatórias.

Com a prática do bem, a adesão incondicional à caridade, pouco a pouco vamos eliminando as sujidades que encobrem a nossa VESTE NUPCIAL e substituindo vícios e imperfeições por virtudes, qualidades.

Claro que dá trabalho! Qual das conquistas de sua vida não foi feita com esforço? A compensação desse esforço porém é o fato de que não são conquistas transitórias como um carro importado, uma casa, um título acadêmico, um corpo perfeito ou uma relação afetiva de êxtases! As conquistas morais são para sempre, porque são os únicos bens que você consegue levar deste mundo e trazer para seu uso em vida futura...

Vale refletir na inutilidade e no estrago que nosso ORGULHO e nosso EGOÍSMO tem trazido às nossas vidas e ATRAVÉS DO AMOR aderirmos ao programa de crescimento espiritual traçados por nós por JESUS, o Mestre de nossa vidas, que tem o único objetivo de nos conduzir à FELICIDADE.

Terminamos com as considerações de Allan Kardec, acerca de nosso tema: “Mas não basta ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem tampouco sentar-se à mesa para participar do banquete celeste”. 

“E necessário, antes de tudo, e como condição expressa, vestir a túnica nupcial, ou seja, purificar o coração e praticar a lei segundo o espírito, pois essa lei se encontra inteira nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Mas entre todos os que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que guardam e a aproveitam!”

“Quão poucos se tornam dignos de entrar no Reino dos Céus! Foi por isso que Jesus disse: Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos”.

domingo, 4 de março de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: Cuidar do Corpo e do Espírito

O Homem Vitruviano - desenho de Leonardo Da Vinci


Capítulo 17 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec – Sede Perfeitos – item 11 – Cuidar do Corpo e do Espírito.

A reflexão da noite de hoje é sobre uma mensagem do Espírito Georges, ditada em Paris em 1863 em que se revela a perfeição da Doutrina dos Espíritos quanto às necessidades do homem moderno de todos os tempo, contemplando as questões tanto da vida na dimensão material quanto a vida espiritual.

Argumenta o lúcido mensageiro que o espírito do homem encarnado é como um PRISIONEIRO DA CARNE porque está nesta vida enclausurado em um corpo biológico com especiais necessidades de cuidado a fim de que funcione satisfatoriamente para que possamos cuidar também de nossos interesses de crescimento espiritual.

Nem mortificar o corpo em sacrifícios que nada tem a ver com perfeição, negligenciando suas necessidades e nem viver totalmente devotado a ele, alienando-se do impositivo de nossa educação moral para a vida imortal.

George em sua mensagem assevera que a necessidade de EQUILIBRIO entre essas duas esferas de interesse embora seja evidente e fácil de perceber, nem por isso é fácil.

Nossa natureza ainda primitiva e apaixonada pelos prazeres e gozos que a vida pode oferecer nas esferas da sensorialidade (sexo, paladar, olfato, ext.) muitas vezes nos conduz a imaginar que essas satisfações são as únicas e excelentes na vida humana. Mas isso é um equívoco.

Todos nós já experimentamos prazeres e satisfações que são realizações puras do espírito: a alegria de uma criança, a satisfação de sentir amor legítimo por alguém, o apreço de um amigo, a chegada de um filho, a vitória sobre um vício ou uma imperfeição moral... SÃO PRAZERES DA ALMA que sobrepujam muitas vezes a satisfação corporal de um orgasmo, por exemplo, muitas vezes alcançado em ligações fortuitas que semeiam o desrespeito por onde passamos.

O sexo em si mesmo nada tem de imundo e os sistemas religiosos que apregoam a mortificação do corpo pela abstinência sexual negam a força biológica do corpo e a importância do prazer sexual como fonte de reabastecimento de forças necessárias à vida.

O prazer do paladar e a escolha do alimento pelo gosto de cada um nada tem de condenável, erram também ai os sistemas religiosos que apregoam o jejum e condenam esta ou aquela dieta sem avaliar a alimentação como fonte de manutenção da vida.

O mesmo se dá com o prazer no uso de bebida... O lúcido espírito ANDRÉ LUIZ nos ensina que não há nada de errado com UM BRINDE, mas é claro que um brinde não é uma carraspana! Nesse ponto convergem as religiões que condenam o uso do álcool, não por ser pecaminoso, mas por ser o responsável na Terra por muita infelicidade, morte, mutilações, desagregação de famílias e toda sorte de desgraças.

O que nos prejudica então, e é fácil de perceber, é exatamente o EXAGERO e ABUSO em todas as áreas da satisfação à naturais necessidades do corpo.

A dedicação exagerada do homem moderno ao sexo tem raiz em nosso primarismo e reclama disciplina, austeridade e auto-educação. A necessidade desesperada de sexo foi chamada por Joanna de Angelis (espírito) de “a sede da água do mar” pois quanto mais se tenta saciar essa necessidade mais a sede se multiplica, obrigando o sedento a beber novamente a água que jamais sacia...

Muitos de nós aqui nesta sala já achamos que nossa carência real é SEXUAL e buscamos satisfazê-la em ligações fortuitas ou não, negligenciando a verdadeira carência em nós: A FALTA DE AFETO.

Outros tantos buscamos compensar na mesa (ou em pé no fast food) as nossas frustrações e recalques, sem perceber que também comparece ai a FALTA DE AFETO como desencadeador do vício mórbido da gula, causador de muitas doenças e sofrimento.

AFETO é uma força que não atinge o corpo, por isso não o alcançamos com o sexo, o alimento. AFETO é comida e gozo para a alma. Sim, o ato sexual quando há afeto sacia realmente a necessidade da alma porque atende nosso anseio por alegrias legítimas e duradouras. Sim, comer um delicioso sanduíche em que o afeto é o recheio principal, pode ser a nutrição perfeita para o corpo e para o espírito.

Percebamos que é muito interessante, nunca estamos SÓ COM O CORPO, nem SÓ COM A ALMA. Vivemos num sistema provisório de interdependência em que um e outro se envolvem;

Nunca você conseguirá a plena satisfação de seus sentidos físicos se a ALMA não for contemplada com sua parcela de AFETO. Nunca sua alma estará plena se não for respeitada suas necessidades afins com o corpo biológico.

CORPO e ALMA não estão separados, por isso GEORGES o Espírito autor da página em estudo afirmar que as relações entre o corpo e a alma existem e “reciprocamente necessário, é indispensável cuidar de ambos”.

O Espiritismo como uma proposta de construção intima do HOMEM NOVO, consciente e integrado com as Leis Divinas, oferece diretrizes seguras para nosso equilíbrio: “Amai, pois, a vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que lhe são peculiares por força da própria natureza, é desconhecer as leis de Deus”. Lembra Georges;

Todo ABUSO pois das forças de satisfação são funestas. O abuso do sexo é responsável por muito abandono e feridas emocionais que vitimam milahres de almas equivocadas com o prazer divrociado do respeito. O exagero que conduz ao vício alimentar e às conseqüências orgânicas patológicas na maquina física tanto na compensação da gula da obesidade quanto na perversão da esbelteza nos desatinos da pré-anorexia.

Diz o adágio popular que “A carne é fraca e por isso a ela sucumbimos”. Na verdade o corpo é o ESPELHO DO ESPÍRITO e cada célula de nossa máquina física obedece docilmente ao impositivo DA MENTE que em síntese, é o NOSSO EU REAL. Então não é a carne que é fraca, mas eu e você que somos SEM-VERGONHAS quando não a administramos com amor e respeito ao sagrado destino para qual o CORPO foi projetado.

Não existe este ou aquele CORPO compulsivo sexual, mas um espírito que submete seus equipamentos genitais à tirania do desrespeito e ao egoísmo exclusivista na ânsia se gozar e gozar sem perceber que carece de educação interior.

Você não é seu corpo nem seu corpo é você. Ele é divina concessão da SABEDORIA DE DEUS que lhe empresta como abençoada oficina-escola para a educação de seu Espírito.
Estamos falando isso no campo do sexo e da nutrição, e nem tocamos ainda no assunto dos que submetem seu corpo à tempestades da ira, da mágoa, do ressentimento, do excesso de trabalho.

O dócil e obediente corpo que provoca uma DOR DE CABEÇA como sinal de alerta de nossas emoções descontroladas recebe um CALA BOCA na forma de uma aspirina, por ele não deve nos toldar o tempo com seus caprichos...

O fígado ganha um regulador hepático quando tenta mostrar a você que o ÓDIO e a FALTA DE PERDÃO então destrambelhando seu equilíbrio em ondas de energias a lhe corromper as funções nobres. Ele deve obedecer e aceitar o que você escolher comer e pensar sem reclamar.

Aquela azia e desconforto gástrico são silenciados a custa de anti-ácidos toda vez que seu estômago tenta alertar-lhe de que A VIDA é assunto que você não está digerindo bem. Mas ele também deve calar-se e digerir á força o que você quiser, naturalmente prosseguindo os alertas até a úlcera exigente.

SEU CORPO SÓ TEM UM INIMÍGO, e ele não é um vírus, nem um agrotóxico, nem uma bactérias nem um aditivo químico alimentar... O INIMIGO DE SEU CORPO É SEU ESPÍRITO INDISCIPLINADO!!!

Promover as pazes entre o CORPO e a ALMA é o desafio de todos os tempos, e plenamente e mais do que nunca, ao nosso alcance hoje.

O Espiritismo ensina que a REFORMA ÍNTIMA através do autoconhecimento e da adesão a diretrizes de auto-educação são ferramentas fantásticas de equilíbrio.

No hábito da oração – tão útil para a alma quando a escovação dos dentes é para a saúde bucal – traz para cada um de nós a companhia preciosa dos instrutores espirituais sempre interessados e comprometidos com o nosso crescimento perante a VIDA seja em sua expressão material ou espiritual.

Prossigamos vivendo e usufruindo no corpo os prazeres que a vida material nos prodigaliza e que são nosso direito. Mas que tal acrescentar AMOR na forma de AFETO e EDUCAÇÃO na forma de RESPEITO.

Acrescentemos AFETO POR NÓS MESMOS juntamente com o RESPEITO AOS OUTROS na satisfação de nossas necessidades, cientes de que perante a LEI IMORTAL ninguém lesa o outro sem comprometer-se perante a vida a resgatar a dor e sofrimento provocados.

JESUS nosso Mestre incomparável é para nós modelo incomparável de sobriedade e equilíbrio. Comia quando o corpo tinha sede, bebia quando o corpo tinha fome. Fez de suas forças sexuais um instrumento de trabalho para a redenção da humanidade, conduzindo todo seu erotismo para a Missão de nos deixar a sua mensagem imortal: AMA, disse ele a todos nós! É o amor a sua herança, seu legado e é o AMOR que nos há de levar à felicidade que tanto desejamos.


REFLEXÕES ESPÍRITAS: O Homem no Mundo.


Salvador Dali - Geopoliticus Child Watching the Birth Of A New Man - 1940

Capítulo 17 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec  – Sede Perfeitos – item 10 – O Homem no Mundo.

Nosso tema é uma página de “Um Espírito Protetor” escrita mediunicamente em Bordeaux, 1863. e o nosso objetivo é descobrirmos qual o comportamento ideal para o homem e a mulher no mundo em que vivemos e como podemos conviver com os prazeres e tentações terrenos sem nos deixar dominar por eles.

Todas as oportunidades de convívio entre nossos semelhantes encerram oportunidades de exercitamos o bem. A vida não improvisa, não há encontros casuais. Estamos o tempo todo atraindo para o nosso convívio pessoas que se afinam com a nossa maneira de ser e pensar;
Para nós que nos reunimos neste Chat em nome de Jesus, atitude ideal nos relacionamentos do cotidiano é priorizarmos a humildade e o respeito sem qualquer sentimento inferior em nossos corações.
“Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons espíritos”
Os bons espíritos nos atendem nos atendem as preces quando pedimos com humildade e sinceridade, e quando percebem em nós o propósito de nos melhorar interiormente. Jamais nos atendem porém para satisfazer nossas futilidades.
Ensina o autor da página em estudo que não é preciso que vivamos o tempo todo em prece para recebermos a ajuda da Divina Providência. A nossa ATITUDE de reverência a DEUS pode ser algo que emana do nosso espírito incessantemente. Basta que incorporemos à nossa conduta o AMOR ensinado por Jesus;
“A Providência divina jamais deixa de atender nossas súplicas, desde que partam de um coração sincero e predisposto a evoluir e purificar-se”.
A ligação com o Criador é sempre necessária e salutar. Contudo, não significa vivermos uma vida mística, que nos isole da sociedade em que vivemos. Pelo contrário, quanto mais nos empenhamos no campo da FRATERNIDADE e convívio edificante com o próximo, mais ligados estaremos com Deus. O trabalho útil, a palavra amorosa, o conforto e a solidariedade são formas de prece.
“Deus quer que pensemos Nele, mas cumprindo nossos deveres no mundo, vivendo como devem viver os homens de nossa época”.
Não de vemos absolutamente evitar o contato das pessoas que não pensam como nós. Devemos viver pacificamente com todos, colaborando com o bem estar comum, vivendo o Evangelho sem exigir que os outros nos imitem.
“No mundo, somos chamados a conviver com espíritos de naturezas diferentes e caracteres opostos, que requisitam de nós a compreensão, o respeito e a cooperação”.
Podemos viver no mundo sem pertencer a ele, isto é, sem nos deixar envolver pelos vícios, tentações e prazeres mundanos. Para isso, é necessário que estejamos com o pensamento sincera e constantemente voltado ao Criador que assim nos auxiliará a tomar o caminho certo, nos momentos decisivos.
Podemos viver os prazeres do mundo, pois a condição humana nos permite. O que não devemos é abusas dos prazeres e a eles nos escravizar. Paulo sabiamente afirmou: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. (1 Coríntios 6:12)
Não precisamos viver FANATIZADOS, alienados do mundo e das nossas necessidades de lazer, sexo, conforto e alegrias. É no EXAGERO que reside a nossa viciação e no DESRESPEITO que moram os nosso compromissos cármicos mais dolorosos.
Se tudo nos é permitido pelo livre arbítrio, porém FERIR, MAGOAR, ULTRAJAR E TRAIR nos relacionamentos interpessoais da vida humana é sementeira de complicações que o no futuro nos exigirá colheita e cuidados.
“Não consiste virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem”
Se podemos usufruir dos prazeres do mundo, onde estaria então a perfeição? Na prática da caridade (o amor em ação) junto aos nossos semelhantes, conforme nos ensinou Jesus.
“Fugir do mundo a título de pureza na maioria das vezes, é simples hipocrisia”.
Para o homem e a mulher no mundo, na prática da caridade está o caminho que conduz á perfeição, meta que inevitavelmente todos atingiremos, um dia.
A caridade - entendida como o amor universal no cuidado amoros de uns para com os outros - é obrigação que atinge a todos e não a uma determinada camada social somente.
 “Os deveres da caridade atingem a todos, desde o menor até o maior, porque o cristão existe para servir, independente da posição social que ocupe”.
Não há mérito algum em nos isolarmos do mundo sob a alegação de não querermos contagiar-nos pelos vícios e prazeres terrenos. É exatamente no contato com as facilidades da vida que a religião batizou de TENTAÇÕES que nós vamos nos melhorando.
Resistindo ao arrastamento das nossas más tendências damos mostras a nós mesmos de nosso gabarito para enfrentar o mal que ainda existe em nós.
Natural que procuremos as companhias que se nos afinizam com nosso desejo de crescermos espiritualmente, mas evitar o irmão ou irmã que não age conforme nossos padrões morais É FALTA DE CARIDADE.
Pensar que somos MELHORES QUE OS OUTROS somente porque hoje o convite de JESUS á renovação espiritual nos toca o coração é pura pretensão. Ainda somos vulneráveis ao chamamento dos vícios e atitudes do passado, e é trabalhando dia a dia que realmente vamos nos diferenciando do HOMEM VELHO que fomos para nos tornarmos homens (e mulheres) de bem, conforme ensina o Evangelho.
É unicamente no contato com os semelhantes, nas lutas mais árduas, que os homens e mulheres encontram no mundo o ensejo de participar da caridade, usufruindo dela ou praticando-a, pois que somos ainda todos necessitados da bondade uns dos outros.
“Aquele pois, que se isola, priva-se voluntariamente do mais precioso meio de aperfeiçoar-se”
Enquanto viver a vida do egoísta, que se isola temendo o perigo, o homem nada progredirá, pois não colabora com o bem geral de todos.
Os vícios, tentações e prazeres do mundo não devem constituir obstáculos para que vivamos bem com os homens e mulheres de nossa época.

Reportando sempre os nossos atos ao Criador, teremos o auxílio e a intuição necessários nos momentos decisivos de nossa vida. O convívio com o semelhante é o meio que Deus nos concede para desenvolver em nós o sentimento de fraternidade e amor ao próximo.
The Three Sphinxes of Bikini (1947)
 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

REFLEXÕES ESPÍRITAS: O DEVER



Capítulo 17 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec  – Sede Perfeitos – Item 7 – O dever.

Nossa reflexão da noite de hoje analisa a questão do DEVER conforme as considerações do espírito LÁZARO, inserida no Evangelho Segundo o Espiritismo...

Ensina Lázaro: “... O dever começa no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade de vosso próximo; termina no limite que não gostaríeis de ver ultrapassado em relação a vós mesmos”.

A maioria de nós interpreta a questão do DEVER como algo penoso, desagradável, sacrificial... mas na verdade não PRECISA SER ASSIM.

O DEVER que você assume pode ser encarado como uma escolha: ESCOLHO FAZER ISSO PORQUE: as conseqüências são desejáveis, porque me dá bem estar, porque ganho resultados em troca... e assim sucessivamente.

Avaliando por esse ponto de vista O DEVER passa a ser encarado como uma OPÇÃO DA ALMA que busca conforto, bem estar, compensação, realização, felicidade...

Muitos de nós levantamos hoje da cama nesta manhã de domingo movidos pela noção do DEVER com relação a tarefas e afazeres que encaramos como NOSSAS OBRIGAÇÕES (e lá vem de novo a noção de trabalho forçado a que você é OBRIGADOOO!). Se pensarmos que NÓS ESCOLHEMOS essas tarefas porque são interessantes por vários motivos, nosso DOMINGO será encarado como algo leve e prazeroso.

Vamos a partir daqui, seguir um roteiro traçado pelo espírito Hammed na análise de O DEVER (Contigo Mesmo - do livro: Renovando Atitudes, de Hammed, psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto).

Como decifrar o dever? De que maneira observar o dever íntimo impresso na consciência, diante de tantos deveres sociais, profissionais e afetivos que muitas vezes nos impõem caminhos divergentes?

Efetivamente, nascemos e crescemos apenas para sermos únicos no mundo. Em lugar algum existe alguém igual a sua maneira de ser; portanto, não podemos perder de vista essa verdade, para encontrar o dever que nos compete diante da vida.

O seu primordial compromisso é CONTIGO MESMO, e sua tarefa mais importante na Terra, para a qual você é o único preparado, é desenvolver sua individualidade no transcorrer de longa jornada evolutiva.

A preocupação com os deveres alheios provoca distanciamento das próprias responsabilidades, pois não concretizamos nossos ideais nem deixamos que os outros cumpram com suas funções.

Não nos referimos aqui à ajuda real, (CARIDADE – cuidado amoroso e fraterno), que é sempre importante, mas à intromissão nas competências do próximo, impedindo-nos de adquirir autonomia e vida própria.

Assumir deveres dos outros é SABOTAR OS RELACIONAMENTOS que poderiam ser prósperos e duradouros.

Por não compreendermos bem nosso interior, é que nos comparamos aos outros, esquecendo-nos de que nenhum de nós está predestinado a receber, ao mesmo tempo, os mesmos ensinamentos e a fazer as mesmas coisas, pois existem inúmeras formas de viver e evoluir.

Lembremos que devemos nos importar apenas com a NOSSA MANEIRA DE SER E VIVER.

Não podemos nos esquecer que aquele que se compara com os outros acaba se sentindo elevado ou rebaixado. Nunca se dá o devido valor e nunca se conhece verdadeiramente.

Você é único na vida. Seus deveres são somente seus, e são em verdade escolhas da tua alma que sempre acerta no curso educativo que segue para a perfeição. A alma tem feeling próprio, um jeito impar de eleger O SEU CAMINHO...

Seus empenhos íntimos deverão ser voltados apenas para sua pessoa, e nunca deveremos tentar acomodar pontos de vista diversos, porque, além de se perderes, não ajustará os limites onde começa a ameaça à tua felicidade, ou à felicidade do teu próximo.

Muitos acreditam que seus deveres são corrigir e reprimir as atitudes alheias. Vivem em constantes flutuações existenciais, por não saberem esperar o fluxo da vida agir naturalmente.

Dizem sempre que suas obrigações são “em nome da salvação” e, dessa forma, controlam as coisas ou as forçam acontecer, quando e como querem.

FORÇAR ALGO é muito diferente de DAR FORÇA a alguma coisa. Quando você SE FORÇA a alma se rebela e sabota a decisão... Quando você se DÁ FORÇA seu espírito plenificado sente-se respeitado e adere ao programa, fazendo tudo em favor da META ESCOLHIDA.

DAR FORÇA PARA ALGUÉM portanto, e logicamente, não tem nada a ver com FORÇAR, ou impor nossos modelos e crenças, diretrizes e roteiros que são bons para NÓS NESTE MOMENTO EVOLUTIVO e podem não ser para o outro, nem para nós mesmos, mais adiante.

Dizemos: “Fazemos isso porque só estamos tentando ajudar”. Forçamos eventos, escrevemos roteiros, fazemos o que for necessário para garantir que os atores e as cenas tenham o desempenho e o desenlace que determinamos e acreditamos, insistentemente, que NOSSO DEVER É SALVAR as almas, não percebendo que só podemos salvar a nós próprios.

Nosso dever é redescobrir o que é verdadeiro para nós e não esconder nossos sentimentos de qualquer pessoa ou de nós mesmos, mas sim ter liberdade e segurança em nossas relações pessoais, para decidirmos seguir na direção que escolhemos.

Não “devemos” ser o que nossos pais ou a sociedade querem nos impor ou definir como melhor.

Precisamos compreender que NOSSOS OBJETIVOS E FINALIDADES de vida têm valor unicamente para nós;  os dos outros, particularmente para eles.

OBRIGAÇÃO pode ser conceituada como sendo o que deveríamos fazer para agradar as pessoas ou para nos enquadrar no que elas esperam de nós; já O DEVER é um processo de pesquisar a nós mesmos, descortinando nossa estrada interior, para logo depois materializá-la num processo lento e constante.

Ao decifrarmos nosso real dever, uma sensação de auto-realização toma conta de nossa atmosfera espiritual...

Passamos a apreciar os verdadeiros e fundamentais valores da vida, associados a um prazer inexplicável.

Lembremo-nos da afirmação do espírito Lázaro em O Evangelho Segundo o Espiritismo: “O dever é a obrigação moral, diante de si mesmo primeiro, e dos outros em seguida”.

JESUS o mais perfeito modelo de cumpridos do dever para com DEUS e para consigo mesmo, por amor a nós assumiu o DEVER de nos guiar na senda evolutiva.

JESUS em cumprimento do que ESCOLHEU COMO SENDO SEU DEVER de educador da humanidade, deu-se inteiro ao mundo para que sua mensagem; AMA AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO estivesse hoje nos orientando a vida, neste momento de Encontro

É Ele, Jesus de Nazaré, o homem que se entregou inteiro ao sacrifício e a dor, com o objetivo de nos ajudar a sermos melhores, observando seus ensinamentos como UM DEVER DA ALMA PARA COM A SUA PRÓPRIA FELICIDADE.

Assumamos perante Ele, no aqui e agora da vida, O DEVER DE NOS AMARMOS MAIS e nos amando mais, amarmos aos demais, porque somos todos um;

Somos todos “um só rebanho e um só é o Pastor” e por isso somos irmãos com o DEVER de nos respeitar nas diferenças, servindo os mais fortes de apoio aos mais fracos, os mais inteligentes de instrutores dos menos sábios...

Desse rebanho simbólico, que Jesus disse “nenhuma ovelha se perderia” todos nos salvaremos... o que significa; TODOS SEREMOS FELIZES, e felizes mais rápido se abraçarmos desde já o Evangelho de Cristo como bússola da alma, no DEVER de nos ajudar para sermos ajudados.

TUDO VAI BEM NESTE MUNDO, porque o DEVER que nos orienta o espírito é o de SERMOS PLENAMENTE FELIZES... Não fujamos da FELICIDADE, dever primordial da alma para consigo mesmo. Porque SOMOS TODOS UM!
Para saber mais, leia a lição CONTIGO MESMO do livro Renovando Atitudes, do Espírito Hammed.