terça-feira, 1 de setembro de 2009

REFLEXÕES ESPÍRITAS – Conhece-se a árvore pelos frutos


Tema do Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan kardec: Capítulo XXI – Falsos Cristos e falsos profetas – itens 1 a 3 – Conhece-se a árvore pelos frutos.

1 – Porque não é boa a árvore a que dá maus frutos, nem má árvore a que dá bons frutos. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu fruto. Porque nem os homens colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos vindimam uvas. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do mau tesouro tira o mal. Porque, do que está cheio o coração, disso é que fala a boca. (Lucas, VI: 43-45).

2 – Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestidos de ovelhas, e por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura os homens colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos. Toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada no fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus, VII: 15-20).

3 – E
respondendo Jesus, lhes disse: Vede, não vos engane alguém; porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. – E levantar-se-ão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E porquanto multiplicar-se-á a iniqüidade, se resfriará a caridade de muitos. Mas o que perseverar até o fim, esse será salvo. – Então, se alguém vos disser: Olhai, aqui está o Cristo; ou, ei-lo acolá, não lhe deis crédito. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão grandes prodígios, e maravilhas tais, que, se fora possível, até os escolhidos se enganariam. (Mateus, XXIV: 4-5, 11-13, 23-24; Marcos, XIII: 5-6, 21-22)

Conteúdo:


1. C
onhecendo a árvore: - Esperar para conhecer o fruto, a natureza de cada um, cada um dá o que tem.

• S
e temos uma árvore no quintal e não sabemos que vegetal é aquele, basta esperar pelos frutos – ensina o evangelho de Jesus em sua simples e perfeita didática. Se com o crescimento do vegetal nascerem figos temos uma figueira, se nascerem laranjas temos uma laranjeira. Assim como as árvores também nós temos uma natureza íntima, que fala de nós através dos frutos – que são nossos pensamentos, atitudes e ações no mundo em que vivemos.

• S
e esses pensamentos e ações produzem resultados positivos, propiciadores do nosso crescimento e felicidade, sabemos que são pensamentos e ações ligadas ao eterno bem, que devem ser nutridas, repetidas e exercitadas. Se os resultados são ruins, nos causam sofrimento e dor é claro que devem ser podados de nosso comportamento, arrancados de nossa conduta, atirados ao fogo purificador da mudança de atitude.

• T
emos uma natureza intima, uma idade espiritual. Nossa idade espiritual é exatamente a nossa capacidade de agir no bem ou no mal. Os espíritos muito experientes com grande bagagem de vivências, descobriram o bem como ferramenta de evolução, estes já incorporaram o AGIR CORRETAMENTE em sua conduta e suas atitudes apenas produzem bons frutos. Espíritos ainda aprendizes como somos nós – a média dos espíritos encarnados na Terra hoje são primitivos – ainda estamos na infância espiritual, e por isso nossas atitudes ainda produzem os frutos do sofrimento e da dor em nossas vidas. A nossa natureza é a nossa tendência deliberada de fazer o bem ou o mal. É claro que todos nós que estamos reunidos aqui já optamos por fazer do Evangelho de Jesus uma alavanca que nos conduza na direção do nosso bem – que é o bem de todos. Então estamos entre aqueles espíritos que embora primitivos, já desejam a regeneração, logo, os frutos de nossas atitudes são em sua maioria os do espírito arrependido, batalhador, aprendiz da vida, que bisca acertar seu rumo harmonizando-se com a lei de amor.

• R
efletindo sobre isso entendemos a causa de todas as nossas decepções com relação ás pessoas que amamos e aquelas que ainda não aprendemos a amar. CADA UM DÁ O QUE TEM CONFORME A SUA NATUREZA, e é por isso que as pessoas que nos magoam, nada mais podem nos dar... É o que elas possuem. Nós também gostaríamos de amar mais este ou aquele ser em nossas vidas, mas só podemos dar o que temos, fazer o que já aprendemos em nossa idade espiritual. Viver também é exercitar a HUMILDADE pois precisamos diminuir a nossa pretensão e nos aceitar com os limites que temos, com nossas imperfeições e capacidades que refletem o quanto nosso espírito já trabalhou para crescer até hoje. Decepções, Mágoas e Ressentimentos pelas atitudes das outras pessoas espelham apenas que nós esperávamos ouros frutos de árvores ainda despreparadas para produzi-los. Cada um dá o que tem, assim como nós só damos o que temos.

2. O
verbo e a ação: o tesouro do nosso coração e o trabalho dos lábios. • Jesus ensinou que o homem bom tira o bom tesouro, e o homem mau tira o bom tesouro de seus corações... Em seguida ensina Jesus que “A boca fala do que o coração está cheio”, ou seja, que a forma com que tratamos as pessoas, as nossas palavras, espelham a nossa natureza, o celeiro de coisas boas ou ruins que temos em nossos corações. Com nosso desenvolvimento, aprendemos a falsear, a disfarçar, a mentir e dissimular na vida social os nossos reais sentimentos, mas é muito comum que as nossas palavras traiam o que de verdade carregamos na alma, revelando o que somos. Qual o grau de coerência daquilo que falamos com aquilo que fazemos? O quanto o nosso VERBO está em harmonia com a nossa AÇÃO?

• Dizemos que desejamos melhorar... Mas quais são as ações que fizemos hoje para vencer as nossas imperfeições e caminhar na direção da felicidade? Dizemos que queremos amar o próximo, mas qual esforço fizemos hoje para olhar com bons olhos aquele familiar problema, aquele colega incômodo, aquele adversário declarado de nossa paz? Dizemos que nos arrependemos de nossas faltas e deslizes mas quais esforços fizemos hoje para a reparação de nossos erros, mudando de atitude e padrão de conduta? Para que sejamos reconhecidos como aquelas árvores boas que só dão frutas é necessário que harmonizemos o que diz os nossos lábios com os reais sentimentos de nosso coração. • A nossa felicidade, o nosso bem estar, a nossa paz, podem ser planejadas. Talvez os primeiros passos sejam escolher o bem, em seguida identificar o que em nós está em desarmonia com o bem que desejamos, devagar e persistentemente extirpar essas atitudes e pensamentos de nós e finalmente conquistarmos as qualidades que nos falta. É trabalho de tempo, de persistência, de amor e paciência conosco mesmo. Chamamos isso de AUTO-EDUCAÇÃO.

• É claro que vez ou outra os nossos terríveis adversários – ORGULHO, EGOÍSMO E VAIDADE – vão fazer de tudo para sabotar o nosso projeto de felicidade, mas confiantes no amparo espiritual, persistindo, nos levantamos das pequenas queda, recuperamos a força e vamos em frente, porque temos a humildade de errar e prosseguir, fazendo do erro um aprendizado.

3. O
verdadeiro e o falso, o bem e o mal. Usando nossa capacidade de discernimento para crescer.

• Mas como discernir se estamos no caminho certo? Como saber diante de tantos “falsos profetas” dentro de nós que são as nossas atitudes desarmonizadas com as Leis de Deus, quais as melhores atitudes perante a vida?

• O
s Espíritos ensinaram a Allan Kardec em O livro dos Espíritos, que a Lei de Deus está inscrita em nossa consciência. É por isso que temos um sistema íntimo de alerta que nos avisa através de sensações quando estamos agindo de acordo ou contrários à Lei do Pai Celestial. • Quando agimos bem, as nossas sensações são agradáveis, de um bem estar duradouro, que nos recompensa intimamente.

• Q
uanto agimos mal, as nossas sensações são desagradáveis, causam mal estar e nos fazem sentir algo como culpa ou remorso, nos perturbando intimamente

• O
BEM e o MAL são forças que identificamos claramente dentro de nós, capazes de nos ajudar em cada lance da vida se estamos semeando o BOM FRUTO ou o MAL FRUTO na árvore de nossa existência.

4. Os frutos do Evangelho de Jesus: a imensa alegria de amar.

• E
m seu evangelho Jesus ensina que o vegetal imprestável para produzir bons frutos deve ser atirado ao fogo, ao menos para ter a utilidade de produzir calor.

• N
ós – graças a Deus – não somos vegetais, somos pessoas com vontade própria e uma incrível capacidade de mudança.

• S
e numa auto-análise destemida verificamos que nossas atitudes provocam dor e sofrimento, temos inteligência e livre-arbítrio em nossa vida para mudar e continuar nossa jornada sem lamentação ou culpa. Isso é agir com responsabilidade. Responsabilidade é sempre diferente de culpa. Enquanto a culpa te coloca na lamentação e na queixa, na lágrima e no arrependimento congelando suas possibilidade de alterar a realidade, a RESPONSABILIDADE te da mobilidade e capacidade de mudar e prosseguir.

• A
árvore que dá frutos inequívocos de incontáveis benção em nossas vidas é inquestionavelmente o EVANGELHO DE JESUS. Sob o amparo do Evangelho aprendemos com Jesus a Lei de Amor, e quanto amar é bom! Quanta alegria e quanto prazer em gostar das pessoas pelo simples prazer de gostar! O amor é aquela virtude que nos possibilita angariar forças para atingir todos os nossos objetivos, porque ela dá acesso ao amparo espiritual pelo bem que façamos ao próximo como a nós mesmos.

• I
mitemos Jesus, tiremos de nossos corações o bom tesouro ofertando ao nosso semelhante o que de melhor temos, perseverando no bem. E com certeza a árvore de nossas atitudes revelará a sua natureza divina, recompensando-nos com os frutos da alegria, da paz e da harmonia,que tanto desejamos e merecemos.

2 comentários:

  1. Me sinto gratificado com mais esse aprendizado. Tudo está a nossa frente. Depende de nossa escolha.

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  2. Belo trabalho! Contribui muito para minha apresentação!

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